“A exploração do trabalho de uma parte da sociedade por outra cria, pela primeira vez na humanidade, antagonismos determinados pelo papel econômico exercido pelo indivíduo no grupo.
É importante notar que não se está falando de divergências pessoais, questões subjetivas, mas de oposição socialmente determinada, portanto impessoal. O sacerdote não explorava o artesão pelo fato de ser, pessoalmente, um mau elemento, de possuir um mau caráter. Ele, na verdade, desempenhava o papel de organizador do processo de trabalho, em nome de cuja racionalidade agia.” (PINSKY, pg.54)
Diante desses papéis sociais exercidos pelo sacerdote, o autor permanece ressaltando a presença de uma contradição que seria: