O deputado Apolônio Dourado, em entrevista ao Jornal do Momento, manifestou-se contra a ascensão funcional entre carreiras de funções correlatas ou mesmo a reserva de vagas para seleção interna. Ele argumentou que era contra porque, segundo a Constituição Federal, todos são iguais perante a lei. Disse, ainda, que, assim sendo, o funcionário que quiser ascender funcionalmente tem de disputar a vaga em um concurso externo, como qualquer outro cidadão o faz.
No dia seguinte à entrevista, o mesmo jornal publicou carta do leitor J. Prata, na qual constava o seguinte: “Se o deputado Apolônio pensa assim, deveria ser coerente e abrir mão de todos os privilégios dados aos parlamentares (ajudas de custo diversas, recesso etc.) para que fique igual aos demais servidores públicos, já que o parlamentar também é um servidor público. Se ele disser que não abre mão porque o parlamentar exerce uma função de natureza diferente dos demais servidores, eu concordo com ele. Mas, então, ele também terá de concordar comigo quando eu digo que um funcionário que já atua em determinada carreira, tendo nela ingressado por concurso público, não é igual a uma pessoa que nunca fez parte daquela carreira.”
Com base na situação hipotética apresentada acima, julgue o item subseqüente.
Se a situação de comunicação fosse outra, que exigisse o registro formal da língua, na carta escrita por J. Prata, o segmento “uma função de natureza diferente dos demais servidores” deveria ter a expressão sublinhada modificada.