Recém nascido de parto normal humanizado domiciliar, sem intercorrências obstétricas, pesando 2500g, é levado pela equipe do SAMU ao Pronto Socorro Pediátrico, após 40 horas de vida. Durante o transporte, o RN a apresentava cianose de extremidades, dispneia importante, salivação excessiva. Ao exame de admissão encontrava-se em mau estado geral, desidratado, sialorreico, gemente, apresentando distensão abdominal importante e ausência de ânus. Após investigação radiológica, são realizados os diagnósticos de Atresia de Esófago (tipo C de Gross) e Anomalia Anorretal Alta.
Baseado no caso clínico, considere as afirmativas a seguir:
I. O manejo inicial durante o transporte envolve administração de oxigênio suplementar, tentativa de passagem de sonda orogástrica e aspiração do coto esofágico proximal.
II. A associação de malformações VACTERL [V=vesical, A=anorretal, C=cardíaca, TE= traqueoesofágica, R=radial (agenesia do rádio), L=liver (alterações hepáticas)] tem uma incidência de aproximadamente 40%.
III. Após estabilização do RN, está indicada a realização de colostomia em duas bocas, sendo prudente manter aspiração VO contínua e aguardar melhora clínica para a esofagoplastia o mais breve possível.
IV. Não é possível suspeitar de Atresia de Esôfago somente pela Radiografia de Tórax.
V. A principal complicação pós-operatória tardia da esofagoplastia é o Refluxo Gastroesofágico.
Indique a alternativa CORRETA.