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1420074 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: MPE-RR
Provas:

Texto 1A16AAA

Para muitos, o surgimento da civilização decorreu da

renúncia social ao uso da força física como forma de reparar

injustiças. Fazer justiça com as próprias mãos passou a ser

considerado, assim, um ato de barbaridade.

O sentimento de justiça, muito arraigado no ser

humano, aparece em diversas espécies animais, tendo origens

antigas na escala evolutiva: de ratos a gorilas, punir infrações

parece ser útil há muitas eras. Deslealdade e desobediência, por

exemplo, despertam no ser humano o senso de certo e errado

e despertam automaticamente desejos de vingança ou de

reparação. Para conviver em sociedade, é necessário,

entretanto, conter tais impulsos, franqueando-se ao Estado a

efetivação da justiça.

Quando as pessoas reservam-se o direito de usar a

força física, sob a argumentação de que estão fazendo justiça,

transmitem a mensagem de que não creem mais no pacto

social. Alegando a falta de ação efetiva do Estado, elas

afirmam que seu senso de justiça não está satisfeito e, por isso,

resolvem agir por si mesmas. Produz-se, assim, um círculo

vicioso no qual as pessoas sentem-se injustiçadas, não creem

na ação do Estado e, por isso, rompem o pacto social, o que

gera mais injustiça.

Daniel Martins de Barros. Justiça com as próprias mãos. Internet: www.emais.estadao.com.br (com adaptações).

De acordo com o último parágrafo do texto 1A16AAA,
 

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