A palavra “comunidade” [...] sugere uma coisa boa: o que quer que “comunidade” signifique, é bom “ter uma comunidade,” “estar numa comunidade”. Se alguém se afasta do caminho certo, frequentemente explicamos sua conduta reprovável dizendo que “anda em má companhia”. Se alguém se sente miserável, sofre muito e se vê persistentemente privado de uma vida digna, logo acusamos a sociedade — o modo como está organizada e como funciona. As companhias ou a sociedade podem ser más; mas não a comunidade. Comunidade, sentimos, é sempre uma coisa boa. Os significados e sensações que as palavras carregam não são, é claro, independentes. “Comunidade” produz uma sensação boa por causa dos significados que a palavra “comunidade” carrega — todos eles prometendo prazeres e, no mais das vezes, as espécies de prazer que gostaríamos de experimentar mas que não alcança mais.
BAUMAN, Z. Comunidade – a busca por segurança no mundo atual.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar editor, 2010, com adaptações.
Acerca dos processos de intervenção comunitária e de temas correlatos, julgue os itens a seguir.
A Terapia Comunitária Integrativa configura-se como dispositivo de intervenção comunitária muito utilizado por psicólogos e profissionais que trabalham em contextos comunitários. São princípios desse dispositivo a educação popular, a antropologia social e a cognição social.