“Ninguém quer ser professor hoje em dia”, resume Augusto Sampaio, vice-reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio. Sampaio fala especificamente do público-alvo da instituição: jovens de classe média cujos pais podem pagar mensalidades de R$ 1500 para seus filhos se tornarem advogados, médicos, engenheiros. Os cursos de licenciatura, na PUC, são deficitários. Só não fecharam porque a universidade adotou, há 13 anos, um sistema para acolher alunos provenientes de cursos pré-vestibulares da periferia carioca. Não é um sistema de cotas. “Eles fazem o vestibular normalmente e, se forem classificados, ganham bolsas de estudo”, diz Sampaio. (VIEIRA, 2009).
Considerando-se o texto jornalístico e os conhecimentos referentes à crise dos cursos de graduação que vem ocorrendo no Brasil, há décadas, pode-se afirmar:
Essa carência de egressos evidenciada no texto não se repete no âmbito dos cursos da área tecnológica, pois a demanda por eles é muito elevada em função do prestígio social dessas profissões no mercado de trabalho e da remuneração que se recebe.