A Segunda Guerra Mundial exigiu definição das frentes e correntes de opinião. Impôs reavaliação profunda da camada brumosa de escritores, historiadores, artistas, críticos e produtores culturais que vinham de lutas sociais dos anos 20 e 30; e de movimentos estético-políticos, como a Semana de 1922, que, embora de raiz aristocrática, detonou uma série de reflexões e novas formas de pensamento que marcariam o nascimento de um novo país. Após a guerra, surge um novo tipo de intelectual — mais empenhado, mais crítico, politizado e, sobretudo, mais instrumentado teórica e metodologicamente.
Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota. História do Brasil: uma interpretação. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2008, p. 705-6 (com adaptações).
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir.
O desenvolvimentismo dos Anos JK não teve maior impacto no país devido à falta de engajamento cultural que acompanhasse o choque de modernidade por que passou o Brasil: da música popular ao cinema, passando pela produção intelectual, a cultura mostrou-se indiferente ao contexto transformador da época.