Marta Lúcia é uma jovem de dezenove anos de idade, que é percebida pelas pessoas de sua família como uma pessoa apática, que apresenta fala bradilálica, perfil hipotônico, andar vagaroso, pensamento lento e humor depressivo. Apesar de ter ingressado cedo na escolarização, a jovem apresenta dificuldades em acompanhar as tarefas, tendo ficado reprovada no semestre anterior. Marta Lúcia tem uma mancha avermelhada grande no lado direito do rosto e sua bochecha esquerda é visivelmente maior que a direita. Nasceu de parto cesáreo e após o parto o neonatologista levantou hipótese de síndrome de Down, posteriormente descartada. Marta Lúcia teve paralisia facial intrauterina, com consequências apenas estéticas. O nome da jovem foi escolhido pelo pai e representa uma combinação do nome da avó paterna, Marta, pessoa odiada pela mãe da jovem, e do nome da mãe, Lúcia, que se considera uma pessoa incompetente e feia. Com base na análise do caso, na relação entre família e escola e nas múltiplas dimensões do fracasso escolar, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas.
I. A adolescente ocupou o lugar que lhe foi predestinado na fantasia da mãe, a da pessoa rejeitada, sem espaço para se desenvolver. Não foi possibilitado a ela desenvolver seus recursos, ficando paralisada não apenas esteticamente, mas também na capacidade de explorar e descobrir o mundo e a si mesma.
PORQUE
II. A aprendizagem se constrói desde o nascimento e implica a relação do sujeito com seus cuidadores no espaço familiar e se refletirá na aprendizagem formal dentro do contexto escolar.
A respeito dessas asserções, é correto afirmar: