Magna Concursos
2563440 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Santo Ângelo-RS

TEXTO I

Um bom ensino envolve uma boa disciplina
Thomas W.Phelan e Sarah Jane Schonour

As únicas pessoas que acham que ensinar é fácil são aquelas que nunca ensinaram. Como a educação dos filhos, essa tarefa é uma das mais importantes do mundo, mas não é fácil – existem muitas coisas que podem dar errado. Trabalhar com crianças pequenas pode ser uma das experiências mais agradáveis na vida, mas também pode tornar-se inacreditavelmente frustrante.

Os educadores com noções românticas sobre o ensino com frequência se esquecem de que é impossível fazer com que todas as crianças sejam como você está fazendo. Educar crianças significa que, além de acalentá-las e apoiá-las, também é necessário frustrá-las esporadicamente – para o seu próprio bem e para o bem de todos. “Agora é a hora de começar a trabalhar. Agora vocês devem fazer um teste. Pare de provocar seu amigo. Não, você não pode ir beber água”. Repetidamente, firmeza e bondade são necessárias.

Infelizmente, quando elas ficam frustradas, em geral não agradecem aos professores por tentar disciplina-las adequadamente. Em vez disso, os jovens têm uma habilidade surpreendente e natural de confundir, desviar-se do assunto e irritar os adultos, a quem veem como responsáveis por sua angústia atual. Chamamos isso de “testar e manipular” [...]. Testar e manipular pode interferir na aprendizagem, eliminar o divertimento, arruinar relacionamentos e destruir uma atmosfera em sala de aula.

Repita a cena de “tomar água” acima mil vezes e você certamente se sentirá muito infeliz. Essa não é a maneira de as crianças e o professor passarem seu tempo na escola, e também é a razão por que um professor deve ter um plano disciplinar pronto no início do ano.

TEXTO II

Ensino x educação dos filhos: duas grandes diferenças
Thomas W. Phelan e Sarah Jane Schonour

O ensino é diferente da educação dos filhos de duas maneiras importantes. Em primeiro lugar, a maioria dos pais tem cerca de dois ou três filhos em casa, enquanto grande parte dos professores tem cerca de 25 em sua sala de aula. Os professores, em outras palavras, têm oito ou nove mais crianças com que se preocupar.

Em segundo lugar, além de ter mais crianças, os professores não têm permissão de dar um “tempo ocioso” para seus alunos. Em casa, os pais podem dizer, “façam o que vocês quiserem por um tempo” aos seus pequenos. Entretanto, na sala de aula, o professor precisa manter o controle para que a aprendizagem e as tarefas sejam feitas – durante todo o dia. Até mesmo o “tempo livre” e o intervalo requerem o monitoramento de adultos.

Então, os professores em sala de aula têm um trabalho específico – o trabalho escolar e a aprendizagem – para realizar com muitas crianças durante todo o dia. Portanto, a prioridade em sala de aula é fazer que o trabalho seja feito – e não a disciplina comportamental. É verdade que um bom plano disciplinar [...] tem tanto estratégias preventivas quanto táticas de intervenção para os momentos em que os problemas surgem. Mas o problema continua sendo que um aluno que está fazendo seu trabalho não será um problema disciplinar. Um ensino efetivo – que não é o escopo deste livro – é a melhor estratégia preventiva.

Como os adultos e as crianças não são perfeitos, contudo, o melhor ensino ainda requer um plano disciplinar efetivo para apoiá-los. [...] Os adultos precisam saber como lidar com um comportamento difícil, encorajar o bom comportamento e administrar o inevitável beco sem saída de testar e manipular – tudo de uma maneira que seja justa, perfeitamente clara e não abusiva. Quando os comportamentos importunos inevitáveis das crianças são abordados de maneiras rotineiras e bem-sucedidas, é permitido que o lado mais produtivo do relacionamento professor-aluno contribua. A aprendizagem, os elogios, o trabalho consciente e a diversão compartilhada podem fluir naturalmente. Boa disciplina, em outras palavras, torna melhor o ensino e traz mais prazer. É assim que você quer que as coisas aconteçam.

1-2-3 mágica para professores: disciplina efetiva em sala de aula.
Thomas W. Phelan e Sarah Jane Schonour;
Tradução Gisele Klein.– Porto Alegre: Artmed, 2009.p. 14 e15.

Atribua 100 pontos para cada item correto acerca dos textos e 50 pontos para cada item incorreto. Após, assinale a alternativa que contém a soma correspondente a todos os pontos.

( ) No início do terceiro parágrafo do texto I, os autores empregam um advérbio com função de modalizador, isto é, um termo que revela as atitudes e pontos de vista do locutor (neste caso, os autores) em relação ao próprio enunciado.

( ) Os verbos eliminar, arruinar e destruir do texto I podem ser substituídos, sem que haja alteração de sentido, respectivamente, por: excluir, prejudicar e inibir.

( ) A conjunção que inicia o terceiro período do segundo parágrafo do texto II pode ser substituída pela conjunção Portanto, visto que ambas expressam igual sentido.

( ) O duplo travessão empregado no início do terceiro parágrafo do texto II pode ser substituído por parênteses. O termo isolado por esse sinal de pontuação atua sintaticamente como um aposto do termo “trabalho específico” que os professores têm de fazer em sala de aula.

( ) As três primeiras palavras acentuadas do último parágrafo do texto I recebem acento, respectivamente, em atenção à regra de acentuação das palavras: ânsia, dossiê e .

( ) Substituindo o verbo existir pelo verbo haver na oração do texto I: “...existem muitas coisas ...” e empregando o verbo no pretérito imperfeito do modo indicativo, a forma correta será: “... haviam muitas coisas...”.

 

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