Leia o texto a seguir, de Fernando Rebouças:
Ordem na Dissertação: Indução e Dedução
Na dissertação há caminhos de organização da linha de pensamento e argumentos a serem escritos, todo argumento deve ter um conjunto de exposição de ideias que siga um caminho consciente e claro para o leitor. Nesta situação de exposição de ideias há dois métodos básicos de raciocínio: a indução e a dedução.
A indução parte da observação de elementos conhecidos, concretos e particulares, com o objetivo de atingir uma conclusão sobre um ponto de vista ou ideia geral, de acesso a todos. Por exemplo, quando escrevemos sobre Copa do Mundo, podemos iniciar o texto com a história da seleção brasileira, que pertence ao nosso conhecimento particular futebolístico, para depois dissertarmos sobre as outras seleções e o evento em si.
A dedução já parte do inverso, inicia a partir de elementos gerais, desconhecido em direção aos elementos particulares de maior conhecimento. Pode partir de uma hipótese abstrata, de caráter geral, tentamos relacioná-los com situações factíveis e conhecidos (particulares), para buscarmos uma conclusão.
Na dedução iniciaríamos a partir de uma Copa do Mundo futura, de um ano distante, em qual país seria realizada? Quais países seriam favoritos? O nosso país teria novamente uma grande seleção no futuro? Daí viríamos para o presente, o nosso tempo conhecido e analisaríamos os nossos novos talentos hoje revelados, além de nossa tradição neste esporte. A relação entre indução-dedução ocorre não somente ao tempo, mas em situações, fatos, e opiniões dissertadas.
No texto lido, a indução e a dedução são explicadas como formas opostas de raciocínio. Sendo assim, analise as proposições de I a III, que seguem, e assinale a alternativa correta.
I. A Indução é o raciocínio próprio dos investigadores (quando faltam pistas de um crime) e cientistas (quando faltam dados concretos sobre uma pesquisa).
II. A Dedução é uma forma mais segura de raciocínio, porque é baseada em dados mais abrangentes e já aceitos.
III. Indução é o raciocínio que parte do geral para o particular (vai do todo a uma parte).