A autoridade e os professores
Para um professor, conduzir uma turma é frequentemente esgotante. Os melhores dispositivos de aprendizagem não podem ser implantados a “disciplina” não for minimamente instaurada. O que fazer diante de alunos sem motivação, não apenas por uma matéria ou outra, mas pela instituição escolar em si mesma? Alguns jovens colegas, por exemplo, envolvidos desde o início com uma pedagogia generosa, confiante, vêem-se obrigados, contra sua vontade, a recorrer práticas que prefeririam evitar: reprimendas incessantes, “gritos”, “desconto de pontos” sob uma forma ou outra, punições, convocação aos pais, etc. A vontade que eles têm de ensinar e, portanto, de fazer com que seus alunos choca-se com recusas, inércia, condutas “perturbadoras”, provocações, às vezes insultos ou ameaças e até mesmo violência.
Ensinar é um belo ofício, um ofício difícil, e já sabíamos disso. Em primeiro lugar, uma educação sem autoridade é um perigoso engodo para os alunos, à mercê de certos homens de poder e de adeptos de seitas múltiplas. Sem um quadro estruturante, sem balizas simbólicas, eles se tornam presa dos predadores brutais ou sorridentes que nas esquinas de seus interesses: o contrário da liberdade. Alain, seguindo Kant, esclarece: “Por detrás dessa sombra de liberdade que consiste em escolher, mostra-se imediatamente a liberdade verdadeira que consiste em se dominar”. Abdicar da própria autoridade seria uma renúncia e uma falta.
(In: GUILLOT, Gérard. O resgate da autoridade em educação. Trad. Patrícia C. R. Reuillard. Porto Alegre: Artmed, 2008. P. 10-11).
Qual das alternativas completa corretamente os espaços pontilhados na sequência das linhas 2, 5, 8, 10 e 13 do texto?