Magna Concursos
2104858 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: VUNESP
Orgão: Pref. Marília-SP
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Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06.


Em Pompeia, os mortos contam a história dos vivos. Em nenhum outro lugar do mundo antigo apareceram tantos corpos de pessoas congelados no tempo, preservados ao longo dos séculos no exato momento de sua morte. A erupção do Vesúvio no ano 79 foi um processo implacável e progressivo que durou horas. Alguns habitantes da cidade romana tiveram tempo de fugir, outros acreditaram que poderiam se salvar, e seus corpos ficaram enterrados sob toneladas de pedras, barro e lava quando aconteceu a segunda, e mais letal, corrente piroclástica.

Desde o início das escavações, no final do século XVIII, começaram a aparecer corpos. Desde então, os mortos de Pompeia nunca deixaram de surgir: os últimos acabam de ser encontrados, segundo anunciou o Parque Arqueológico de Pompeia, que administra o sítio. Trata-se dos corpos de dois homens que morreram juntos. Os arqueólogos deduziram que eram um escravo e seu dono e conseguiram extrair muitas informações, não apenas sobre a maneira como morreram, mas, principalmente, sobre sua vida.

Os mortos de Pompeia não são importantes apenas pelas informações que podem fornecer, mas pelo laço de proximidade que estabelecem com aqueles que os contemplam no presente, porque, parafraseando William Faulkner, graças a eles, o passado deixa de ser um país estranho. É possível perceber como se vestiam, sua angústia nos momentos finais, o que tentaram levar consigo em sua fuga desesperada, assim como sua recusa em abandonar o lugar onde viviam, apesar do perigo iminente. A nova campanha de escavações revelou, por exemplo, uma vítima que teve um fim particularmente atroz: uma enorme pedra atingiu-a na cabeça. O exame de seus ossos revelou que tinha uma infecção em uma das pernas e não conseguia correr. Simplesmente não pôde escapar. A grande latinista britânica Mary Beard, autora do estudo de referência sobre o sítio arqueológico, Pompeia – A Vida de uma Cidade Romana, diz: “Os moldes de gesso das vítimas do Vesúvio são uma lembrança constante de que se trata de pessoas como nós”.


(Guillermo Altares. Os mortos de Pompeia narram a vida da cidade romana destruída pelo Vesúvio. https://brasil.elpais.com, 23.11.2020. Adaptado)

Ao afirmar que graças aos mortos de Pompeia “o passado deixa de ser um país estranho” (3º parágrafo), o autor revela

 

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Professor de EMEI

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