Ao se referir às dificuldades envolvidas na escolarização das práticas de leitura e de escrita, Delia Lerner afirma que estas são:
“(...) práticas sociais que historicamente foram, e de certo modo continuam sendo, patrimônio de certos grupos sociais mais que de outros. Tentar que práticas “aristocráticas” como a leitura e a escrita sejam instauradas na escola supõe, então, enfrentar – e encontrar caminhos para resolver – a tensão existente na instituição escola entre a tendência à mudança e a tendência à conservação, entre a função explícita de democratizar o conhecimento e a função implícita de reproduzir a ordem social estabelecida” (LERNER, 2002, p. 19).
Para enfrentar essa dificuldade, a autora propõe que: