O trabalho doméstico, atravessado por marcadores sociais de gênero e raça, evidencia como a produção e a
reprodução social se articulam. Em 2022, havia 5,8 milhões de pessoas empregadas nesse setor, sendo 91,4%
mulheres, e destas, 64% se reconhecem como negras (DIEESE, 2023; IBGE, 2022/2023). Durante a
pandemia, o contingente caiu de 6,4 milhões (2019) para 4,9 milhões (2020), enquanto persistem
desigualdades no tempo dedicado ao cuidado não remunerado. Considerando-se esses dados, é correto
afirmar que a divisão sexual do trabalho