Em entrevista à Revista Veja (https://complemento.veja.abril.com.br/entrevista/michael-oreskes.html), Michael Oreskes, diretor editorial de uma rádio pública americana, afirma que os ataques contra a imprensa têm como objetivo ofuscar a verdade, e que a missão dos jornalistas é impedir isso. Abaixo, é apresentado um trecho dessa entrevista. Numere a coluna da direita, relacionando as respostas com as respectivas perguntas.
1. No Brasil e nos Estados Unidos, as pessoas parecem só querer ler informações enviesadas que comprovem seus pontos de vista. A verdade não existe mais?
2. O que essa falta de respeito pela verdade pode acarretar?
3. Quando o presidente se comunica diretamente com o público por meio do Twitter, isso enfraquece a imprensa?
( ) Chefes de governo e de Estado, prefeitos, líderes políticos e
corporações não precisam mais da imprensa para alcançar
grandes audiências. Esse não é mais o papel do jornalismo.
Nossa função é a de produzir informação completa e precisa.
O público pode receber a mensagem que quiser do
presidente, mas precisa que alguém conte o resto da história
e fale sobre os outros fatos que não estão sendo abordados.
( ) De forma alguma. A realidade e os fatos não desapareceram.
A maior evidência disso é que repórteres estão sendo
intimidados, presos e até assassinados em vários lugares do
mundo para impedir que eles reportem os acontecimentos.
Organizações corruptas e governos autocráticos não querem
deixar que vozes independentes venham à tona. Em vez de
“pós-verdade”, o que estamos presenciando é uma espécie
de “pós-respeito pela verdade”.
( ) Se os cidadãos se iludirem achando que os fatos não existem
ou não importam, a sociedade acabará tomando decisões
equivocadas. Se alguém acredita em um conjunto de versões
sobre a realidade e outro em algo oposto, eles não irão
concordar sobre nada. O debate não terá sentido algum. Pode
até ter uma discussão, mas essa será vazia, rasa.
Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.