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3043392 Ano: 2021
Disciplina: Medicina
Banca: UFRN
Orgão: UFRN
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R.O.S., 25 anos, masculino, solteiro, cursa graduação em história. Por volta de março de 2020, começou a ficar distante dos seus colegas da universidade, parou de sair com eles e, logo depois, deixou de sair com seus amigos mais próximos. Passou a ficar hostil com a namorada e a família dela. Entre março e abril de 2020, R.O.S. passou a acusar seus sogros de o vigiarem 24 horas por dia, de terem colocado um chip em seu pé enquanto dormia e, desde então, de estarem monitorando seus passos. Segundo R.O.S., seus sogros utilizam as melhores tecnologias para seguirem seus passos por onde anda e para indicarem verbalmente, por meio de um chip nele implantado, o caminho que deve seguir. Afirmou ainda que, por meio desse chip, eles sabiam de que ele se alimentava, se estava dormindo ou não e os escutava planejando seu assassinato. Deixou de ir para a universidade e passava o dia inteiro em seu quarto para se sentir seguro. Com isso, R.O.S. fugiu de casa e ficou distante por alguns dias. Depois de ter sido encontrado por seus familiares, foi levado para o psiquiatra, o qual começou o tratamento.

Entre maio e junho de 2020, R.O.S. passou a se queixar de tristeza, perdeu 5 kg e o autocuidado (Escala Calgary: 18). Nesse período, também ficava muito tempo deitado, acordava já bastante triste, tinha insônia terminal e pensamentos de morte, falava muito devagar e não demonstrava prazer com as atividades sugeridas. Durante esse último período, continuava dizendo estar sofrendo a influência dos sogros e que o chip o incomodava muito. Permaneceu com esses sintomas, ainda que em menor intensidade por 3 meses. Nunca usou substâncias psicoativas. Não tinha outras comorbidades.

Segundo o DSM-5, a hipótese diagnóstica de R.O.S. é

 

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