O conceito de reabilitação cardiovascular engloba a multidisciplinaridade e a busca pela capacidade funcional ideal do indivíduo não apenas do ponto de vista clínico e físico, mas também psicológico e laboral. Apesar de parecer precoce discorrer sobre esse assunto na fase aguda da doença, o processo de reabilitação visto dessa forma, desde suas fases iniciais, é imprescindível para o melhor alcance dos objetivos em longo prazo. Pela grande heterogeneidade clínica dos pacientes em fase aguda, com modificações no quadro clínico e da terapêutica medicamentosa que podem ser diárias, a fase 1 de reabilitação requer maior individualização de sua prescrição. Apesar dessa necessidade de individualização, há limites de prescrição predeterminados para essa fase que são bastante aceitos como seguros e amplamente utilizados na prática clínica, embora possam ser considerados muito subjetivos e generalizados. Na fase 1 de reabilitação, é fundamental que o fisioterapeuta avalie, ao início de cada terapia, o estado clínico e hemodinâmico do paciente, o que inclui o estado de consciência e a presença de dor, não apenas relacionada à dor isquêmica, mas também algias relacionadas aos procedimentos cirúrgicos e hemodinâmicos, titulação de drogas vasoativas e balanço hídrico. Todos esses fatores se relacionam com o sucesso das terapias e reconhecê-los é fundamental para minimizar os riscos durante essas terapias. Algumas contraindicações para o seu início são bem estabelecidas e devem ser respeitadas.
São recomendações do American College of Sports Medicine para prescrição do exercício na fase 1 de reabilitação cardiovascular, sobre a intensidade dos exercícios, EXCETO: