A icterícia, condição bastante comum em recém-nascidos, é caracterizada pela cor amarelada da pele. Esse problema relaciona-se à dificuldade do fígado para metabolizar a bilirrubina, um pigmento gerado pelo metabolismo das células vermelhas do sangue. A principal terapia em uso para icterícia é a fototerapia, com a exposição do recém-nascido a uma fonte luminosa.
Devido às propriedades da bilirrubina e da pele, a luz mais efetiva para esse tratamento é a com comprimentos de onda predominantemente entre 425 nm e 475 nm, no espectro da cor azul. Luzes de outras cores, como a verde, têm espectro de emissão fora do espectro de absorção da molécula de bilirrubina. Já a luz ultravioleta emitida pelas lâmpadas de fototerapia é praticamente absorvida em sua totalidade pelo vidro da lâmpada e pela cobertura da unidade de fototerapia.
(Scientia Medica, v. 15, abril/junho de 2005. Adaptado.)
A figura mostra a curva de absorção da bilirrubina em função do comprimento de onda da luz.

(www.sarda.org.ar. Adaptado.)
Adotando-se c = 3 x 108 m/s, sabendo que 1 nm = 10– 9 m e de acordo com as informações do texto e da figura, tem-se que