Trata-se, de fato, de uma epistemologia histórica da psicologia: sem referência à crítica epistemológica, o discurso psicológico seria uma meditação sobre o vazio; e sem relação à história, a epistemologia seria uma réplica inútil à psicologia. A análise do conceito de psicologia coloca em questão a existência do psicólogo: se este não sabe quem ele é, não saberá o que está fazendo. Mas ciência de quê? Ao converter-se em ciência, a psicologia se esquece do homem. E ao se tornar humana, corre o risco de não ser aceita como ciência. Talvez sua “desgraça” consista em ter que estudar um “objeto” que é um “sujeito”, e um “sujeito” que fala!
JAPIASSU, H. Introdução à epistemologia da psicologia. São Paulo, Letras
& Letras, 1995, com adaptações.
Acerca da constituição da psicologia enquanto campo do conhecimento, julgue os itens a seguir.
São pré-condições para a emergência de uma psicologia científica independente o surgimento de um sentimento de subjetividade privatizada e a experiência da crise dessa subjetividade.