Leia o texto para responder às questões de números 06 a 09.
Os impactos de eventos climáticos extremos têm crescido em vários países, principalmente em razão do aquecimento global. Estudos estimam que os danos econômicos com inundações podem duplicar no mundo e triplicar com secas na Europa e na China caso a temperatura média da Terra aumente em 2 graus Celsius. Com isso, políticas de gestão de risco para desastres ambientais têm ganhado cada vez mais importância.
Uma pesquisa com a participação de 91 cientistas de vários países analisou uma série de eventos climáticos registrados nas últimas décadas no mundo e mostrou que a gestão de risco reduz os efeitos de inundações e secas, mas tem alcance limitado para minimizar impactos de ocorrências seguidas com magnitudes ainda maiores.
De acordo com o trabalho, se o segundo evento for mais intenso do que o primeiro, os efeitos tendem a ser mais sentidos pela população quando a gestão de riscos deixar de projetar casos extremos, como o transbordamento de rios ou o rompimento de diques e reservatórios, e/ou estiver baseada apenas em episódios anteriores.
No caso do Brasil, os pesquisadores desenvolveram estudos no sistema de abastecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo o do Alto Tietê e o da bacia do Sistema Cantareira. “O sistema de São Paulo, apesar de envolver rios menores se comparados aos de outras regiões, como a Amazônia, tem uma relevância enorme não só pela grande quantidade de moradores atendidos como pela sinergia envolvendo vários setores. Ao trazer novos olhares, o estudo promove soluções participativas, descentralizadas e mais duradouras”, explica Eduardo Mario Mendiondo.
Em São Paulo, os cientistas destacam que a construção de reservatórios para conter efeitos de secas é fundamental para a segurança hídrica. Porém, seu sucesso está condicionado a campanhas permanentes de popularização da ciência e de políticas educacionais que incentivem o uso racional e o reaproveitamento de água.
(Luciana Constantino. Políticas de gestão de risco ainda são insuficientes para limitar impacto de efeitos climáticos extremos. www1.folha.uol.com.br, 20.10.2022. Adaptado)
No trecho “Em São Paulo, os cientistas destacam que a construção de reservatórios para conter efeitos de secas é fundamental para a segurança hídrica (5o parágrafo)”, o vocábulo em destaque, no contexto em que se encontra, tem como antônimo: