Leia o texto abaixo e em seguida responda ao
enunciado:
“Tirei hoje do fundo da gaveta…”
Tirei hoje do fundo da gaveta, onde jazia a minha pena de cronista.
A coitadinha estava com um ar triste, e pareceu-me vêla articular por entre os bicos, uma tímida exprobração.
Em roda do pescoço enrolavam-se uns fios tenuíssimos, obra dessas Penélopes que andam pelos tetos das casas e desvãos inferiores dos móveis.
Limpei-a, acariciei-a, e, como o Abencerragem ao seu cavalo, disse-lhe algumas palavras de animação para a viagem que tínhamos de fazer.
Ela, como pena obediente, voltou-se na direção do aparelho de escrita, ou, como diria o tolo de Bergerac, do receptáculo dos instrumentos da imoralidade.
Compreendi o gesto mudo da coitadinha, e passei a cortar as tiras de papel, fazendo ao mesmo tempo as seguintes reflexões, que ela parecia escutar com religiosa atenção:
...
ASSIS, Machado de. Crônica: “Tirei hoje do fundo da gaveta…” Publicado originalmente em O Futuro, Rio de Janeiro, 1862–1863. Incluído em: Obras Completas, v. de Crônicas. Rio de Janeiro: W. M. Jackson, 1938
A partir das concepções contemporâneas de ensino de língua/linguagem e das orientações da BNCC, é INCORRETO afirmar que o texto:
“Tirei hoje do fundo da gaveta…”
Tirei hoje do fundo da gaveta, onde jazia a minha pena de cronista.
A coitadinha estava com um ar triste, e pareceu-me vêla articular por entre os bicos, uma tímida exprobração.
Em roda do pescoço enrolavam-se uns fios tenuíssimos, obra dessas Penélopes que andam pelos tetos das casas e desvãos inferiores dos móveis.
Limpei-a, acariciei-a, e, como o Abencerragem ao seu cavalo, disse-lhe algumas palavras de animação para a viagem que tínhamos de fazer.
Ela, como pena obediente, voltou-se na direção do aparelho de escrita, ou, como diria o tolo de Bergerac, do receptáculo dos instrumentos da imoralidade.
Compreendi o gesto mudo da coitadinha, e passei a cortar as tiras de papel, fazendo ao mesmo tempo as seguintes reflexões, que ela parecia escutar com religiosa atenção:
...
ASSIS, Machado de. Crônica: “Tirei hoje do fundo da gaveta…” Publicado originalmente em O Futuro, Rio de Janeiro, 1862–1863. Incluído em: Obras Completas, v. de Crônicas. Rio de Janeiro: W. M. Jackson, 1938
A partir das concepções contemporâneas de ensino de língua/linguagem e das orientações da BNCC, é INCORRETO afirmar que o texto: