Segundo Ghiraldelli Júnior (2009), durante o período conhecido como Regime Militar (1964-1985), é CORRETO afirmar:
Os acordos MEC-USaid, assinados entre 1964 e 1968, almejavam alinhar a política educacional brasileira às determinações de técnicos norte-americanos, via submissão das diretrizes escolares ao mercado de trabalho, mas acabaram não sendo implementados devido à adoção da política externa independente.
Por ser um projeto oriundo do governo João Goulart, a reforma universitária de 1968 foi aceita por setores de esquerda, empolgando os setores pró-reformas. A melhora qualitativa foi resultado da pressão por produtividade, da fragmentação do trabalho escolar, do isolamento de pesquisadores e da dispersão dos alunos, devido à alta carga horária e sistema de créditos;
A reforma de 1971, voltada para o ensino básico profissionalizante, rompeu drasticamente com a LDB de 1961, produzindo alterações significativas, tais como o esvaziamento das disciplinas de humanas e a ampliação da obrigatoriedade escolar para 8 anos no “1º grau”, e a obrigatoriedade do ensino profissionalizante para o “2º grau”.
A expansão da escola pública, via profissionalização do ensino básico, fez diminuir o número de crianças e jovens fora da escola, enquanto prejudicou o surgimento de novas escolas particulares, devido às dificuldades que essas instituições privadas tinham para criar os cursos propostos a partir da reforma de 1971.
O projeto educacional do período militar foi marcado por fracassos e dificuldades de implementação: falta de recursos financeiros para a educação, escolas particulares desconsiderando o ensino profissionalizante e precarização da formação de professores do ensino básico.
Olá, para continuar, precisamos criar uma conta! É rápido e grátis.