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1505537 Ano: 2014
Disciplina: Português
Banca: Col.Mil. Manaus
Orgão: Col.Mil. Manaus
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Texto V


Sobre o texto V responda aos itens13 a 19


A cor da pele

Certo dia, Paulina chegou à escola com uma pergunta esquisita na cabeça. No dia anterior tinha ouvido as pessoas grandes falarem da cor do seu tio. Elas tinham dito que o seu tio era negro. Paulina, no entanto, olhou atentamente para o seu tio e achou-o normal. Então, perguntou à sua professora:

— É mau ser negro, senhora professora?

A professora ficou espantada, sem voz, procurando uma resposta para a pergunta da Paulina. E foi assim que tudo começou.

Quando a professora se levantou, apontou para o armário no fundo da sala de aula. Como que por magia, as tintas guardadas no armário acordaram e, todas juntas, começaram a falar das cores. As crianças olhavam espantadas. Depois, as tintas aproximaram-se das crianças e começaram a dançar. Colaram-se ao grande quadro negro e misturaram-se formando mil e uma cores cada vez mais variadas e mais bonitas, como que para fazer o rosto da alegria. Todas as crianças estavam maravilhadas e fizeram uma grande roda à volta das cores. E as cores murmuraram:

— Nós somos as cores, as cores da vida! E para ver a vida cor-de-rosa é preciso abrir o coração, porque nada nem ninguém é completamente negro ou branco. As crianças, então, dançaram e cantaram as cores da vida. Depois pararam, olharam à sua volta e as cores voltaram a murmurar:

— Cada um tem a sua cor, cada um tem a sua beleza, as cores da vida vivem em cada um de vós, encontrai o vosso arco-íris!

A primeira a começar foi a Camila. Ficou com a cara vermelha ao pensar no Sebastião em segredo. Depois o Pedro pôs-se a dançar como um louco; girava, girava, girava numa dança encantada e quando parou sentiu-se mal e ficou com a cara verde! O Cláudio riu tanto que quase se engasgou e ficou com a cara azul! A Maria, ao ver que o Cláudio quase se engasgava, ficou com a cara branca de susto. As bochechas cor-de-rosa do Quim mostravam que ele estava bem-humorado.

Diante desta excitação geral, a professora poderia ter ficado com a cara negra de irritação e parecer-se com a Paulina, mas não, ela estava feliz. As crianças olharam umas para as outras: eram todas diferentes mas, de mãos dadas, elas eram apenas crianças de todas as cores que tinham acabado de compreender que o rosto da felicidade só se desenha com cores.

A professora agradeceu às cores e elas partiram para os seus lugares no armário ao fundo da sala. Depois sorriu para a Paulina e disse-lhe:

— A verdadeira cor do homem é aquela que ele tem no seu coração!


(Sandrine Monnier-Murariu Histórias para sonhar.Porto, Civilização Editora, 2004)

(http://historiasparaosmaispequeninos.wordpress.com/2007/11/03/a-cor-da-pele/Acesso em 24.08.2014.)

Ao obedecerem à ordem para encontrarem o próprio arco-íris, as crianças descobrem que suas ações e sentimentos são representados por cores. Marque a alternativa que relaciona corretamente a cor à ação e/ou sentimento.

 

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