Magna Concursos
2469201 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: UFPI
Orgão: Pref. Parnaíba-PI
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Monteiro Lobato morava na Praça da Bandeira
Sim, juro que Monteiro Lobato morava na Praça da Bandeira, em Bom Jesus da Lapa/BA. Era bem ali, na casa nº 89 que ele morava e se escondia de todo mundo... ninguém o via, mas que morava, ah, isto morava! E tenho certeza que ele esperava toda a praça silenciar e, na boca da escuridão, ir de mansinho escrever suas histórias do Sítio do Pica Pau Amarelo. Fazia isto com ajuda de minha mãe que ficava rezando horas a fio, em frente a Nossa Senhora das Graças, entre a sala de estar e a escada que descia para a copa. Minha mãe sabia e era cúmplice... deixava a vela acesa para anunciar que ele já podia sair do quarto para escrever sobre Narizinho, Emília, Pedrinho, Dona Benta e demais personagens!
Quando chegava de manhã, corria para certificar se os livros estavam na estante e se havia aparecido mais um. A estante ficava bem no fundo do corredor, local da reza de minha mãe. Eu empurrava a porta da estante que deslizava ora de forma leve e suave, ora emperrando exigindo uma força maior: quando isto acontecia era porque ele, Monteiro Lobato, estava logo ali, sem os disfarces e já sendo meu pai, nos chamando para irmos para a escola. Saíamos todos, com meu pai dirigindo e passando na Rua Pé do Morro para pegar a professora Solange que entrava no carro falando da gramática portuguesa... era um tal de objeto direto, indireto, pronome oblíquo, predicado... mas o sujeito era ele!
Naquela época, meu pai vivia num verdadeiro laboratório para escrever suas histórias. Era rodeado de pessoas distintas e transformava-as nos personagens: era a Augusta, Guga, minha madrinha de carrego que Teco insistia em tomá-la de mim. Esta era a tia Nastácia, caracterizada pela sua cor negra, que cozinhava e matava a galinha, logo de manhãzinha aos domingos, antes de irmos para a missa, para saborearmos durante o almoço:
– Eh menina, não fique olhando com dó (da galinha) porque senão a galinha demora de morrer e sofre mais! – falava Guga quando olhávamos com os olhos cheios de lágrimas vendo a galinha pulando daqui e dali com o corte feito no pescoço.
(BASTOS, Maria das Graças Sciam. Publicado
no Blog: http://orlandofraga.bloguepessoal.com. Acesso em 05.08.13. Texto adaptado)
A partir da leitura do texto acima, assinale a opção cujo acontecimento NÃO se passa na história.
 

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