''O século XVIII encerra os processos de Laicização do mundo moderno, possibilitando assim a emancipação das condições de vida, de produção e de concepção de mundo, agora possibilitado pelo viés racional e científico (...). No século XVIII, muitos dos processos históricos,[...] cujas origens remontam ao final da Idade Média e início da Idade Moderna (séculos XV e XVI), atingem sua culminância – como a Reforma e a Contra Reforma religiosa ou a destruição do Estado monarquista absoluto. Ao lado desses outros originam e, talvez, o mais importante seja o que dá início ao processo de construção do homem comum como sujeito de direitos civis. Simultaneamente, se inicia a propagação de ideias em larga escala por meio da imprensa periódica, de livros e panfletos. Emerge um novo conceito de homem-indivíduo e um novo conceito do Estado e de economia. Surge uma sociedade moderna burguesa, dinâmica, estruturada em torno de muitos centros (econômicos, políticos, culturais, etc.) cada vez mais participativa e inspirada no princípio-valor da liberdade” (CAMBI, 1999, p. 324).
O movimento a que se refere o texto é: