Sob vários aspectos, a política cultural desenvolvida pelos governantes norte-americanos na América Latina tem forte conotação contrarrevolucionária. O “desenvolvimento econômico”, o “progresso” ou “modernização”, apresentados como objetivos dos programas de assistência técnica, intercâmbio cultural, reforma do sistema de ensino, pesquisa e desenvolvimento, em diversos níveis, apresentam nítida conotação política. (...) Depois do Tratado Interamericano de Assistência Recíproca, de 1948, a Carta de Punta Del Este, organizada sob o patrocínio dos Estados Unidos, de 1961, representa mais um desenvolvimento da diplomacia da guerra fria no conjunto da América Latina. Tanto assim que a ideologia militar nestes países passou a organizar-se em termos de doutrina de segurança nacional, e não mais defesa nacional, como anteriormente.
(Octavio Ianni. Revolução e Cultura. Apud Jaime Pinsky et alii (org.). História da América através de textos)
A Carta de Punta del Este visava