Todas as guerras do mundo são iguais.
Todas as fomes são iguais.
Todos os amores, iguais iguais iguais.
Iguais todos os rompimentos
A morte é igualíssima.
...
Todas as ações, cruéis, piedosas ou indiferentes, são iguais
Contudo, o homem não é igual a nenhum outro homem, bicho ou coisa.
...
Ninguém é igual a ninguém. Não é igual a nada.
Todo ser humano é um estranho ímpar.
Carlos Drummond de Andrade (Igual – desigual. Nova Reunião. RJ:
José Olympio, 1985. v.2. p. 537. A paixão medida).
O poema de Drummond pode ser usado em sala de aula para trabalharmos as relações étnico-raciais. A partir de sua análise, pode-se afirmar que