José Maria Jardim afirma em artigo intitulado A pesquisa como fator institucionalizante da Arquivologia enquanto campo científico no Brasil, publicado nos anais da I Reunião Brasileira de Ensino e Pesquisa em Arquivologia (2011, p. 53-55) que: “O conhecimento arquivístico, plasmado sobretudo em manuais, tinha como lócus fundamental a instituição arquivística pública, que, formal ou informalmente, foi e segue sendo espaço de formação de arquivistas. Muita empiria, vários métodos de ordenação documental e pouco adensamento teórico caracterizam a arquivologia, ‘disciplina auxiliar’ da história. (...) Após a Segunda Guerra Mundial, (...) o confronto com a grande produção de documentos pelas administrações públicas e a busca de soluções calcadas nos princípios da gestão de documentos provocaram deslocamentos nas práticas arquivísticas, bem como nas concepções do que é um arquivista e de como deve ocorrer a sua formação profissional. (...) Em alguns casos, cria-se uma visão fraccionada do fluxo arquivístico entre gestão de documentos e arquivologia. Menos ‘auxiliar da história’ e, nesse momento, mais ‘auxiliar’ da administração, a arquivologia teve ampliadas suas possibilidades teóricas, empíricas e metodológicas, sem, no entanto, revelar novos horizontes epistemológicos ou consolidar seu estatuto como disciplina científica. Esse quadro começa a ser alterado a partir dos anos 1990, como elementos que emergem a partir de meados dos anos 1980. Nesse cenário de mudanças, alguns aspectos merecem ser destacados”. Assinale a opção que apresenta um desses aspectos apontados por Jardim: