Magna Concursos
3239975 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: UFU
Orgão: UFU

A geração da tela sensível ao toque

Você conhece os rabugentos que reclamam automaticamente de qualquer tecnologia nova. “Todas essas engenhocas ultramodernas estão destruindo nosso cérebro", eles dizem, "e arruinando nossas crianças”.

Toda geração desaprova a seguinte: isso é previsível e humano. Os aparelhos digitais estão aparentemente minando nossa juventude, da mesma forma como o rock arruinou nossos pais, a televisão, nossos avós, e os carros, nossos bisavós. Estamos sendo arruinados há gerações. Mas devo perguntar: o que a ciência diz sobre os efeitos nocivos da mais recente tecnologia?

Parte da resposta depende da definição de "arruinar". As coisas são diferentes agora. A maioria das crianças dos EUA não "sai para brincar" desacompanhada por horas (a indústria do beisebol pode nunca mais se recuperar). Elas não precisam mais decorar nomes de presidentes e a tabela periódica, pois estão a apenas uma tecla de distância do Google. Estamos perdendo velhas destrezas. Poucos sabem agora como usar um papel-carbono ou cuidar de cavalos: escrever à mão e dirigir podem ser as próximas habilidades a desaparecer.

Mas diferente não é o mesmo que pior. E é surpreendentemente difícil encontrar estudos ligando aparelhos modernos à ruína da juventude. A pesquisa leva tempo, e a era das telas sensíveis é muito recente.

É hora de começar a reclamar? Não necessariamente. Em 2012 o grupo sem fins lucrativos de estudos sobre mídias e tecnologia Common Sense Media descobriu que mais da metade dos adolescentes dos EUA acham que as mídias sociais - agora acessíveis em 20 qualquer lugar graças às telas sensíveis ao toque - ajudaram em suas amizades. Em 2014 o National Literacy Trust, do Reino Unido, descobriu que crianças pobres com aparelhos de tela sensível ao toque têm o dobro de probabilidade de lerem todos os dias. Um estudo na Computers in Human Behavior também descobriu que enviar mensagens é benéfico para o bem-estar emocional dos adolescentes - especialmente os introvertidos.

Precisamos claramente de estudos mais amplos e de mais longo prazo antes de começarmos uma nova rodada de reclamações. E eles estão a caminho.

POGUE, David. Scientific American Brasil, ano 14, nº 160, setembro 2015, p. 20 (Adaptado).

Mas devo perguntar: o que a ciência diz sobre os efeitos nocivos da mais recente tecnologia?

É hora de começar a reclamar?

Os trechos acima constituem perguntas retóricas, isto é, aquelas que se formulam sem objetivo de receber uma resposta. No texto, tais perguntas objetivam

 

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