Ao iniciar um processo terapêutico, o relato de uma paciente de 26 anos descreve um padrão invasivo de instabilidade de seus relacionamentos e de sua autoimagem. Relata situações em que age com muita impulsividade, chegando a dirigir de maneira imprudente e abusar do álcool para diminuir um “vazio interior constante” e para que seu parceiro “não vá embora ao vê-la assim”. Diz acreditar que seus parceiros são “maravilhosos” no princípio do relacionamento, mas logo “descobre que todas as pessoas importantes para ela a abandonam”. Passou por quatro atendimentos psiquiátricos nos últimos dois anos, em comportamentos de automutilação e ameaças suicidas em acessos de raiva, época coincidente com os períodos de términos afetivos. De acordo com o DSM-IV, este caso identifica-se mais precisamente com o diagnóstico de Transtorno da Personalidade do tipo: