Aquarela do Brasil (composição Ary Barroso)
Brasil
Meu Brasil Brasileiro
Meu mulato inzoneiro,
Vou cantar-te nos meus versos:
Brasil, samba que dá
Bamboleio, que faz gingar
O Brasil do meu amor,
Terra de Nosso Senhor...
Brasil, Brasil, pra mim, pra mim...
Ô, abre a cortina do passado,
Tira a mãe preta do cerrado,
Bota o rei congo no congado,
Deixa cantar de novo o trovador
A merencória luz da lua
Toda canção do meu amor,
Quero ver essa dona caminhando
Pelos salões arrastando
O seu vestido rendado...
Brasil, Brasil, pra mim, pra mim...
Brasil!
Terra boa e gostosa
Da morena sestrosa
De olhar indiferente,
Ô Brasil, samba que dá
Para o mundo se admirar,
Ô Brasil, do meu amor,
Terra de Nosso Senhor...
Brasil, Brasil, pra mim, pra mim...
Esse coqueiro que da coco,
Oi! Onde amarro a minha rede,
Nas noites claras de luar,
Ô oi essas fontes murmurantes,
Onde eu mato a minha sede,
Onde a lua vem brincar,
Esse Brasil lindo e trigueiro
É meu Brasil brasileiro
Terra de samba e pandeiro...
Brasil! Brasil!
(In: Livro de Leitura e Escrita-Diversidade Cultural. Fortaleza: Ed.IMEPH, 2013.)
O Poeta popular e editor, Manoel Monteiro da Silva, natural de Bezerros (PE), afeiçoado à leitura desde a infância, conheceu o cordel através de um professor primário e visitas a feira com seu pai. Iniciou a produção de cordel na adolescência, veio radicar-se em Campina Grande (PB), em 1953, atraído pela feira central com funcionamento diário, que facilitaria a comercialização de sua literatura de folheto. Sobreviveu recitando e vendendo cordéis de sua autoria até início da década de 1960, após esse período, exerceu diversas profissões. Em meados dos anos de 1990, voltou a se dedicar, exclusivamente à produção, edição e divulgação da literatura de Cordel.
A partir do texto concernente ao poeta editor, Manoel Monteiro, qual a importância do poeta editor para a manutenção da literatura de cordel no cenário paraibano e brasileiro?
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