Fragmento (OLIVEIRA, 2010, p. 95-96)
Fernando: Aí você tem que chamar o autor. Isso acontece muito em jornal, na redação. Por quê? Porque geralmente se escreve em cima da hora [...] Tem que produzir muitos textos para encher as páginas. [...] Então o repórter começa a desenvolver um assunto, como você [Lígia] tava abordando, e de repente ele se volta para outra coisa, não percebendo que não concluiu aquilo que estava tratando e inicia outro assunto, deixa aquele pra trás e fica ali uma lacuna também. Aí você [revisor] tem que conversar com o repórter para complementar aquela informação, pois às vezes ele tem a informação, apenas esqueceu de colocar ali. A mesma coisa acontece com o autor de uma tese, em qualquer outra área, não só no jornalismo. Então cabe ao revisor ficar atento a isso. Ele tem que estar atento. O revisor não tem que ficar só na superfície do texto, na questão da ortografia e da concordância. Isso não esgota um texto. Um texto é muito mais. A gente sabe disso muito bem. É muito mais importante a substância de um texto, o que ele quer dizer. O que ele diz. O que diz, tá dito? Tá explícito?
Depreende-se da leitura do Fragmento que