Foram encontradas 50 questões.
Fragmento (OLIVEIRA, 2010, p. 134)
Amália: [...] eu achei fantástico, porque realmente tem coisas que a gente escreve, que não vê, que não percebe, né? Como erros de concordância, de regência, de coerência do texto, por exemplo. Enfim, várias coisas que o revisor mostra. O trabalho dele é este: alertar para essas coisas. E outra coisa também que eu gostei no seu trabalho especificamente é que você respeitou muito a parte do estilo, da narrativa. Muitas vezes, eu escrevo com digressões, e você achou que eu poderia mantê-las, e eu sei que tem revisores que interferem nessa questão e eu sou contra isso. Eu acho que tem que respeitar a parte estilística. E isso foi fantástico. Aprendi muito, inclusive, porque há acentos que já caíram, outros que ainda estão em uso e eu não sabia. Enfim, foi um aprendizado.
A palavra “coisa”, no Fragmento, foi empregada com o sentido de
Provas
Fragmento (OLIVEIRA, 2010, p. 134)
Amália: [...] eu achei fantástico, porque realmente tem coisas que a gente escreve, que não vê, que não percebe, né? Como erros de concordância, de regência, de coerência do texto, por exemplo. Enfim, várias coisas que o revisor mostra. O trabalho dele é este: alertar para essas coisas. E outra coisa também que eu gostei no seu trabalho especificamente é que você respeitou muito a parte do estilo, da narrativa. Muitas vezes, eu escrevo com digressões, e você achou que eu poderia mantê-las, e eu sei que tem revisores que interferem nessa questão e eu sou contra isso. Eu acho que tem que respeitar a parte estilística. E isso foi fantástico. Aprendi muito, inclusive, porque há acentos que já caíram, outros que ainda estão em uso e eu não sabia. Enfim, foi um aprendizado.
A partir da leitura do Fragmento, é correto afirmar que
Provas
Fragmento (OLIVEIRA, 2010, p. 95-96)
Fernando: Aí você tem que chamar o autor. Isso acontece muito em jornal, na redação. Por quê? Porque geralmente se escreve em cima da hora [...] Tem que produzir muitos textos para encher as páginas. [...] Então o repórter começa a desenvolver um assunto, como você [Lígia] tava abordando, e de repente ele se volta para outra coisa, não percebendo que não concluiu aquilo que estava tratando e inicia outro assunto, deixa aquele pra trás e fica ali uma lacuna também. Aí você [revisor] tem que conversar com o repórter para complementar aquela informação, pois às vezes ele tem a informação, apenas esqueceu de colocar ali. A mesma coisa acontece com o autor de uma tese, em qualquer outra área, não só no jornalismo. Então cabe ao revisor ficar atento a isso. Ele tem que estar atento. O revisor não tem que ficar só na superfície do texto, na questão da ortografia e da concordância. Isso não esgota um texto. Um texto é muito mais. A gente sabe disso muito bem. É muito mais importante a substância de um texto, o que ele quer dizer. O que ele diz. O que diz, tá dito? Tá explícito?
A função sintática do termo sublinhado, no Fragmento, é de
Provas
Fragmento (OLIVEIRA, 2010, p. 95-96)
Fernando: Aí você tem que chamar o autor. Isso acontece muito em jornal, na redação. Por quê? Porque geralmente se escreve em cima da hora [...] Tem que produzir muitos textos para encher as páginas. [...] Então o repórter começa a desenvolver um assunto, como você [Lígia] tava abordando, e de repente ele se volta para outra coisa, não percebendo que não concluiu aquilo que estava tratando e inicia outro assunto, deixa aquele pra trás e fica ali uma lacuna também. Aí você [revisor] tem que conversar com o repórter para complementar aquela informação, pois às vezes ele tem a informação, apenas esqueceu de colocar ali. A mesma coisa acontece com o autor de uma tese, em qualquer outra área, não só no jornalismo. Então cabe ao revisor ficar atento a isso. Ele tem que estar atento. O revisor não tem que ficar só na superfície do texto, na questão da ortografia e da concordância. Isso não esgota um texto. Um texto é muito mais. A gente sabe disso muito bem. É muito mais importante a substância de um texto, o que ele quer dizer. O que ele diz. O que diz, tá dito? Tá explícito?
Depreende-se da leitura do Fragmento que
Provas
Fragmento I
(OLIVEIRA, 2010, p. 92) Fernando: O revisor muitas vezes age como coautor [...] principalmente no caso em que o revisor tem algum conhecimento do assunto. A revisão não é só um trabalho mecânico que você olha assim e vai resolvendo problema a problema por uma técnica. Isso é um aspecto que se sobressai mais. Mas a ordem da frase, os hábitos, as características do estilo do autor têm que ser levados em consideração. [...] Todos nós temos experiência dessa ordem [...] pegar um texto muito confuso e conversar com o autor para enxugar, dar uma ordem mais objetiva. Principalmente quando se trata de um texto técnico, que visa passar informações com clareza.
Fragmento II
(OLIVEIRA, 2010, p. 92-93) Lígia: Analisar a superfície do texto é simples, basta desenvolver um olhar de lince... que a gente vai em cima. Mas o trabalho do revisor não é só isso. [...] Considerando, por exemplo, num texto acadêmico, que a pessoa quer defender uma tese, quer argumentar em torno daquela tese, e quer fazer com que o leitor se convença que o que ele faz é relevante [...]. Então, nesse sentido, o revisor entraria como coorientador para aperfeiçoar o projeto de dizer dessa pessoa. Nesse sentido, é importante salientar que, embora o olhar de lince do revisor para a superfície textual seja desenvolvido, é muito mais importante observar as relações discursivas, quais são as metas que essa pessoa tem, e para atingir essas metas, o que ela precisa preencher em termos de lacuna, de discurso.
Fragmento III
(OLIVEIRA, 2010, p. 93) Aurélio: [...] Eu tenho participado na revisão de alguns trabalhos e, quando vou contatar com alguns autores, eles não recebem muito bem as sugestões, eles não aceitam... Exemplo disso aconteceu com um médico. Quando sugeri algumas mudanças, ele taxativamente respondeu: “Coloque como eu coloquei”. Não é que esteja errado, mas é que poderia ser melhorado.
A partir do enunciado em destaque nas ultimas linhas do Fragmento III, depreende-se que
Provas
Fragmento I
(OLIVEIRA, 2010, p. 92) Fernando: O revisor muitas vezes age como coautor [...] principalmente no caso em que o revisor tem algum conhecimento do assunto. A revisão não é só um trabalho mecânico que você olha assim e vai resolvendo problema a problema por uma técnica. Isso é um aspecto que se sobressai mais. Mas a ordem da frase, os hábitos, as características do estilo do autor têm que ser levados em consideração. [...] Todos nós temos experiência dessa ordem [...] pegar um texto muito confuso e conversar com o autor para enxugar, dar uma ordem mais objetiva. Principalmente quando se trata de um texto técnico, que visa passar informações com clareza.
Fragmento II
(OLIVEIRA, 2010, p. 92-93) Lígia: Analisar a superfície do texto é simples, basta desenvolver um olhar de lince... que a gente vai em cima. Mas o trabalho do revisor não é só isso. [...] Considerando, por exemplo, num texto acadêmico, que a pessoa quer defender uma tese, quer argumentar em torno daquela tese, e quer fazer com que o leitor se convença que o que ele faz é relevante [...]. Então, nesse sentido, o revisor entraria como coorientador para aperfeiçoar o projeto de dizer dessa pessoa. Nesse sentido, é importante salientar que, embora o olhar de lince do revisor para a superfície textual seja desenvolvido, é muito mais importante observar as relações discursivas, quais são as metas que essa pessoa tem, e para atingir essas metas, o que ela precisa preencher em termos de lacuna, de discurso.
Fragmento III
(OLIVEIRA, 2010, p. 93) Aurélio: [...] Eu tenho participado na revisão de alguns trabalhos e, quando vou contatar com alguns autores, eles não recebem muito bem as sugestões, eles não aceitam... Exemplo disso aconteceu com um médico. Quando sugeri algumas mudanças, ele taxativamente respondeu: “Coloque como eu coloquei”. Não é que esteja errado, mas é que poderia ser melhorado.
O pronome sublinhado, no Fragmento III, estabelece uma relação coesiva
Provas
Fragmento I
(OLIVEIRA, 2010, p. 92) Fernando: O revisor muitas vezes age como coautor [...] principalmente no caso em que o revisor tem algum conhecimento do assunto. A revisão não é só um trabalho mecânico que você olha assim e vai resolvendo problema a problema por uma técnica. Isso é um aspecto que se sobressai mais. Mas a ordem da frase, os hábitos, as características do estilo do autor têm que ser levados em consideração. [...] Todos nós temos experiência dessa ordem [...] pegar um texto muito confuso e conversar com o autor para enxugar, dar uma ordem mais objetiva. Principalmente quando se trata de um texto técnico, que visa passar informações com clareza.
Fragmento II
(OLIVEIRA, 2010, p. 92-93) Lígia: Analisar a superfície do texto é simples, basta desenvolver um olhar de lince... que a gente vai em cima. Mas o trabalho do revisor não é só isso. [...] Considerando, por exemplo, num texto acadêmico, que a pessoa quer defender uma tese, quer argumentar em torno daquela tese, e quer fazer com que o leitor se convença que o que ele faz é relevante [...]. Então, nesse sentido, o revisor entraria como coorientador para aperfeiçoar o projeto de dizer dessa pessoa. Nesse sentido, é importante salientar que, embora o olhar de lince do revisor para a superfície textual seja desenvolvido, é muito mais importante observar as relações discursivas, quais são as metas que essa pessoa tem, e para atingir essas metas, o que ela precisa preencher em termos de lacuna, de discurso.
Fragmento III
(OLIVEIRA, 2010, p. 93) Aurélio: [...] Eu tenho participado na revisão de alguns trabalhos e, quando vou contatar com alguns autores, eles não recebem muito bem as sugestões, eles não aceitam... Exemplo disso aconteceu com um médico. Quando sugeri algumas mudanças, ele taxativamente respondeu: “Coloque como eu coloquei”. Não é que esteja errado, mas é que poderia ser melhorado.
A expressão “nesse sentido” aparece duas vezes no Fragmento II. A fim de evitar essa repetição, e mantendo o mesmo sentido pretendido por Lígia, é poss ível substituí-la por
Provas
Fragmento I
(OLIVEIRA, 2010, p. 92) Fernando: O revisor muitas vezes age como coautor [...] principalmente no caso em que o revisor tem algum conhecimento do assunto. A revisão não é só um trabalho mecânico que você olha assim e vai resolvendo problema a problema por uma técnica. Isso é um aspecto que se sobressai mais. Mas a ordem da frase, os hábitos, as características do estilo do autor têm que ser levados em consideração. [...] Todos nós temos experiência dessa ordem [...] pegar um texto muito confuso e conversar com o autor para enxugar, dar uma ordem mais objetiva. Principalmente quando se trata de um texto técnico, que visa passar informações com clareza.
Fragmento II
(OLIVEIRA, 2010, p. 92-93) Lígia: Analisar a superfície do texto é simples, basta desenvolver um olhar de lince... que a gente vai em cima. Mas o trabalho do revisor não é só isso. [...] Considerando, por exemplo, num texto acadêmico, que a pessoa quer defender uma tese, quer argumentar em torno daquela tese, e quer fazer com que o leitor se convença que o que ele faz é relevante [...]. Então, nesse sentido, o revisor entraria como coorientador para aperfeiçoar o projeto de dizer dessa pessoa. Nesse sentido, é importante salientar que, embora o olhar de lince do revisor para a superfície textual seja desenvolvido, é muito mais importante observar as relações discursivas, quais são as metas que essa pessoa tem, e para atingir essas metas, o que ela precisa preencher em termos de lacuna, de discurso.
Fragmento III
(OLIVEIRA, 2010, p. 93) Aurélio: [...] Eu tenho participado na revisão de alguns trabalhos e, quando vou contatar com alguns autores, eles não recebem muito bem as sugestões, eles não aceitam... Exemplo disso aconteceu com um médico. Quando sugeri algumas mudanças, ele taxativamente respondeu: “Coloque como eu coloquei”. Não é que esteja errado, mas é que poderia ser melhorado.
Comparando-se as opiniões de Fernando e Lígia acerca da atuação do revisor de textos, é possível concluir que
Provas
Fragmento I
(OLIVEIRA, 2010, p. 92) Fernando: O revisor muitas vezes age como coautor [...] principalmente no caso em que o revisor tem algum conhecimento do assunto. A revisão não é só um trabalho mecânico que você olha assim e vai resolvendo problema a problema por uma técnica. Isso é um aspecto que se sobressai mais. Mas a ordem da frase, os hábitos, as características do estilo do autor têm que ser levados em consideração. [...] Todos nós temos experiência dessa ordem [...] pegar um texto muito confuso e conversar com o autor para enxugar, dar uma ordem mais objetiva. Principalmente quando se trata de um texto técnico, que visa passar informações com clareza.
Fragmento II
(OLIVEIRA, 2010, p. 92-93) Lígia: Analisar a superfície do texto é simples, basta desenvolver um olhar de lince... que a gente vai em cima. Mas o trabalho do revisor não é só isso. [...] Considerando, por exemplo, num texto acadêmico, que a pessoa quer defender uma tese, quer argumentar em torno daquela tese, e quer fazer com que o leitor se convença que o que ele faz é relevante [...]. Então, nesse sentido, o revisor entraria como coorientador para aperfeiçoar o projeto de dizer dessa pessoa. Nesse sentido, é importante salientar que, embora o olhar de lince do revisor para a superfície textual seja desenvolvido, é muito mais importante observar as relações discursivas, quais são as metas que essa pessoa tem, e para atingir essas metas, o que ela precisa preencher em termos de lacuna, de discurso.
Fragmento III
(OLIVEIRA, 2010, p. 93) Aurélio: [...] Eu tenho participado na revisão de alguns trabalhos e, quando vou contatar com alguns autores, eles não recebem muito bem as sugestões, eles não aceitam... Exemplo disso aconteceu com um médico. Quando sugeri algumas mudanças, ele taxativamente respondeu: “Coloque como eu coloquei”. Não é que esteja errado, mas é que poderia ser melhorado.
Com relação ao verbo sublinhado no Fragmento I, é correto afirmar que
Provas
AS CORRESPONDÊNCIAS DE CÂMARA CASCUDO E MÁRIO DE ANDRADE
Edna Maria Rangel de Sá
Humberto Hermenegildo de Araújo
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
1 Manuela e Isaura: nomes do coração
Escrever cartas era uma atividade essencial à maioria dos intelectuais brasileiros até a segunda metade do século XX, quando ainda não era tão evidente o domínio da tecnologia informacional computadorizada nas comunicações interpessoais. Vista como uma memória cultural documentada, a produção epistolar pode se caracterizar também como um registro de dimensão não institucional, no contexto do espaço material, simbólico e funcional construído e gerido pela intelectualidade que historicamente se organiza em torno do poder, definido por Angel Rama (1985) como “cidade das letras”.
Nesse contexto, os indivíduos e as instituições implicados nas questões tratadas pelos autores das cartas podem ser vistos como agentes culturais que dão forma a universos de interesses distintos, revelando tensões implicadas nas relações sociais . Esses agentes culturais constituem, via de regra, uma elite cultural da sociedade, aspecto que interessa a uma pesquisa que analise as formas de filtragem das dominantes culturais de determinados períodos.
Se o mesmo texto houvesse sido publicado pelos autores como um artigo, no mesmo ano, no volume 3, número 2, ocupando da página 57 a 77, da revista Linguagem em (Dis)curso, editada pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), em Tubarão, a referência correta seria
Provas
Caderno Container