Ao publicar Casa-grande e senzala, em 1933, escreveria Gilberto Freyre: “Desde logo salientamos a doçura nas relações de senhores com escravos domésticos, talvez maior no Brasil do que em qualquer outra parte da América”.
A frase expressa com clareza a visão que perpassa o livro e a obra em geral do sociólogo pernambucano sobre a escravidão brasileira: a amenidade dessa escravidão, sobretudo se comparada com a de outros países escravocratas.
(Suely Robles Reis de Queiróz, Escravidão negra em debate. (Em:Marcos Cezar de Freitas, Historiografia brasileira em perspectiva.)
Após a Segunda Guerra, essas ideias de Freyre passam a ser contestadas. Uma contraposição ao sociólogo pernambucano pode ser encontrada na obra