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A novidade da década de 1950 foi que os jovens das classes alta e média, pelo menos no mundo anglo-saxônico, que cada vez mais dava a tônica global, começaram a aceitar a música, as roupas e até a linguagem das classes baixas urbanas, ou o que tomavam por tais, como seu modelo.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos.)
Para Hobsbawm, um exemplo do fenômeno apresentado refere-se
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A rivalidade entre os movimentos de libertação permitiu aos portugueses atravessar o ano de 1961, o do massacre recíproco, já que se fala de 8 mil a 50 mil mortos africanos e pelo menos 1 800 brancos, os primeiros a serem massacrados. Mas o movimento do Norte acabou derrotado, e toda uma parte da população bakongo refugiou-se no ex-Congo Belga.
(Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII a XX, p. 338. Adaptado)
O excerto faz referência ao processo de independência
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O senhor feudal [...] muitas vezes seria vassalo de um outro senhor feudal superior, e a cadeia de tais posses dependentes se estenderia até o cume do sistema – na maioria dos casos, um monarca – de quem a princípio toda a terra, em última instância, seria o eminente domínio. Típicas ligações intermediárias de tal hierarquia feudal no início dessa época, entre o simples senhorio e o monarca, suserano, eram a castelania, o baronato, o condado ou o principado.
(Perry Anderson, Passagens da Antiguidade ao feudalismo.)
Segundo Perry Anderson, deste sistema decorre que
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Durante o século XIX, os liberais tentaram em diversos países da América Latina – com maior ou menor êxito – destruir a universidade colonial e, ao mesmo tempo, construir novas instituições educacionais ancoradas nas ideias do liberalismo.
[...]
A escolha do Chile, México e Brasil para debatermos essas questões parece-me adequada, na medida em que nos três países, liberais, católicos e positivistas se viram envolvidos em longas polêmicas, que resultaram em soluções diversificadas para o ensino.
(Maria Lígia Coelho Prado, América Latina no Século XIX: Tramas, Telas e Textos.)
Acerca da construção dessas novas instituições nacionais, assinale a alternativa que apresenta corretamente o caso mexicano.
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No mês de março de 1977, como a Arena, o partido oficial, não aprovava por si só a reforma do Poder Judiciário, o presidente Geisel calou o Congresso Nacional e, amparado no Ato Institucional no 5, sancionou o “pacote de abril’, que estendeu os obstáculos da “Lei Falcão” para todas as eleições.
[...] Na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, o “pacote de abril” provocou alterações [...]
(Evaldo Vieira, Brasil: do golpe de 1964 à redemocratização. Em: Carlos Guilherme Mota, Viagem incompleta: A experiência brasileira (1500-2000): a grande transação.)
Sobre essas alterações, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, é correto identificar os seguintes pontos:
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As rebeliões representaram a mais direta e inequívoca forma de resistência escrava coletiva. Elas tornaram-se mais frequentes a partir do final do século XVIII.
(João José Reis, “Nos achamos em campo a tratar a liberdade”: a resistência negra no Brasil oitocentista. Em: Carlos Guilherme Mota, Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500-2000). Formação: histórias. Adaptado)
Para João José Reis, o aumento da frequência de rebeliões escravas a partir do final do século XVIII, teve relação com
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No âmbito da Igreja foi necessário o Papa Paulo III, em 1537, declarar que os indígenas “eram entes humanos como os demais homens”. Pretendia o Papa orientar os missionários sobre a humanidade dos indígenas permitindo a ministração dos sacramentos aos “bárbaros” e, ao mesmo tempo, coibindo a violência dos colonizadores. No caso, o Papa estendia para o Brasil o “Breve” que o Papa Urbano VIII havia anteriormente expedido para proteger os índios do Peru contra os abusos cometidos pelos colonizadores espanhóis.
Em Portugal, gradativamente, foi surgindo uma legislação que tinha como referência os indígenas. Já o Regimento de Tomé de Souza, outorgado por D. Joao III (1548), fazia referência ao tratamento amistoso que se deveria dar aos índios.
(Sílvio Coelho dos Santos, Os direitos dos indígenas no Brasil. Em: Aracy Lopes da Silva e Luís Donisete Benzi Grupioni, A temática indígena da escola: novos subsídios para professores de 1º e 2º graus.)
Segundo Sílvio Coelho dos Santos, o Regimento de Tomé de Souza ainda
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Ao publicar Casa-grande e senzala, em 1933, escreveria Gilberto Freyre: “Desde logo salientamos a doçura nas relações de senhores com escravos domésticos, talvez maior no Brasil do que em qualquer outra parte da América”.
A frase expressa com clareza a visão que perpassa o livro e a obra em geral do sociólogo pernambucano sobre a escravidão brasileira: a amenidade dessa escravidão, sobretudo se comparada com a de outros países escravocratas.
(Suely Robles Reis de Queiróz, Escravidão negra em debate. (Em:Marcos Cezar de Freitas, Historiografia brasileira em perspectiva.)
Após a Segunda Guerra, essas ideias de Freyre passam a ser contestadas. Uma contraposição ao sociólogo pernambucano pode ser encontrada na obra
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São fartas, nos ADIM [Autos de Devassa da Inconfidência Mineira], as evidências de que os inconfidentes divergiam quanto a temas absolutamente fundamentais no que tange aos acontecimentos subsequentes à decretação da derrama, cobrança de impostos acumulados há décadas. Não havia consenso sobre o destino a ser dado ao Governador, sobre o formato final da revolta em termos operacionais, sobre seu próprio teor, sobre o futuro da escravidão [...], sobre o sistema de governo, natureza e dimensões da República a ser implantada [...]
(João Pinto Furtado, Imaginando a nação: o ensino da história da Inconfidência Mineira na perspectiva da crítica historiográfica. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História.)
A partir do excerto, assim como do artigo citado, é correto afirmar que a Inconfidência Mineira
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Mas foram determinados traços de mentalidade, peculiares aos colonizadores portugueses, que permitiram operar a seleção das técnicas adotadas, a retirar, da botica da natureza, certas substâncias e não outras, imprimindo sentido nos arranjos culturais e influindo sobre a história dos homens. Mentalidade que não se apresentava quase imóvel, como nos trabalhos de Philippe Ariès, mas passível de alterar-se aos poucos, sob o impacto da “agitação de superfície” representada pela adoção de novas técnicas e de novos costumes. Mentalidade, por outro lado, a constituir o substrato comum de práticas diversas: há analogia, para Sérgio Buarque de Holanda, entre o fascínio lusitano pelo ultramar e o fascínio dos mamelucos paulistas pelo interior, as monções assumindo, neste imaginário, a forma de uma “imigração ultramarina”. Trata-se, assim, do mesmo objeto repensado já à luz de outras cogitações: as que embalavam a feitura de Visão do Paraíso.
(Laura de Mello e Souza, Aspectos da Historiografia da Cultura sobre o Brasil Colonial. Em: Marcos Cezar de Freitas, Historiografia brasileira em perspectiva. Adaptado)
Sobre a obra Visão do Paraíso, é correto afirmar que ela
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