Texto 1
Que impulso irresistível leva o homem a dançar? Por que ainda no estado natural mais primitivo, em lugar de economizar suas energias [...], desperdiça-as em movimentos fisicamente esgotantes? Sem dúvida, por uma necessidade interior muito mais próxima do campo espiritual que do físico. Seus movimentos, que progressivamente vão se ordenando em tempo-espaço, são a válvula de liberação de uma tumultuosa vida interior que ainda escapa à análise. Em definitivo, constituem formas de expressar sentimentos, desejos, alegrias, pesares, gratidão, respeito, temor e poder (OSSONA, 1988, p. 19).
OSSONA, Paulina. A educação pela dança. São Paulo: Summus, 1988.
Texto 2
A dança como forma de conhecimento, enquanto uma educação do sensível, transforma e é transformada no seio escolar, como uma das vias de educação do corpo criador e crítico. É papel da escola transformá-la num processo educativo que favoreça possibilidades e oportunidades ao aluno de apreciá-la, contextualizá-la e vivenciá-la no espaço escolar. Quando se fala em dança na escola [...]. Afinal, de que dança estamos falando? (VIEIRA, 2007, p.103).
VIEIRA, M. de S. O sentido da dança na escola. Revista Educação em Questão, Natal, v. 29, n. 15, p. 103-121, maio/ago. 2007.
Com base nos textos de Ossona (1988) e Vieira (2007), que discutem a dança como uma forma de expressão pessoal e de educação do sensível, e considerando a LDB (Lei nº 9.394/96), é correto afirmar que o ensino da dança no Ensino Médio, como parte do componente curricular de Arte, deve: