TEXTO:
Falar de valores humanos, segundo R. C. Bastos e L G. Martins, significa, sobretudo, destacar do homem a capacidade de produtor da realidade construída - a partir de uma consciência do que valoriza e transmite, realiza e transforma. Tem sido essa a história da evolução humana desde o seu aparecimento no planeta Terra. Pela sua especial inteligência em relação aos animais, a sua mente ocupou-se também na construção de princípios que lhe permitissem estabelecer uma distinção entre o bem e o mal, até mesmo como forma de lndicar um caminho para a busca do seu ideal de realização da felicidade. Essa consciência, menos clara nos primeiros homens, mas já detectada na pré-história, foi evoluindo na medida em que se tornou capaz de acumular conhecimento e descobrir uma realidade em si mesmo.
Compreende-se que como ingredientes básicos de uma cultura eles mudam de conformidade com a idiossincrasia política do Estado ou da sociedade que os produz.
Há consenso entre os cidadãos comuns de que os valores estão se degradando e/ou se modificando pela emergência de outros. Essa instabilidade ou mesmo perda de referencial pode se definir como uma "crise de valores", em que se observa uma descrença e, consequentemente, um abandono dos valores humanos considerados, até então, como os mais nobres do ponto de vista social.
Estamos em plena era pós-moderna, e essa transição está representando uma mudança sensível na interpretação e prática dos valores, de acordo com José R. Corzo (2001 ). É pacifico, portanto, sentir e experimentar a quebra dos valores, as crises valorativas que atingem principalmente a família, seja como valor, seja como a organização mais antiga da humanidade e fonte primária da gênese do Estado. Surgem descrenças nos valores nobres que sustentam a sociedade, como a justiça, o respeito pela vida, a aspiração pelo progresso e o trabalho honesto e digno. Está-se instaurando uma psicose social pela descrença nas organizações democráticas, nas autoridades legitimamente constituídas. Nesse contexto, qual será o novo arquétipo de estrutura social que a quebra de valores poderá vir a erguer? Sabe-se que, afinal, o homem sempre viveu em luta por algo melhor (RudolfVon lhering), mas, embora seja permanente o dilema entre a concepção e a construção das estruturas sociais pelo grupo social dominante e pelo grupo emergente, restará sempre uma incógnita e uma questão temporariamente sem resposta, até que o homem consiga criar uma nova forma de gerir o Estado.
INFANTE, Vidal Sunción, SOUZA, Roberto Lima de.
Sobre os valores humanos: uma hierarquização empírica. Disponível em:< http://www. espaçoacademico.com.br/021/2cvidal htm>. Acesso erw 27 ou!. 2013 .. Adaptado.
A referência semântica indicada para o termo transcrito à direita, devidamente contextualizado, está inadequada em
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