O panorama das disfunções organizacionais também foi analisado por Charles Perrow, que além de questionar o tipo ideal de Weber, critica ainda as próprias organizações formais e aponta algumas disfunções:
I – Excesso de regras: as organizações formais exageram na tentativa de regulamentar tudo o que for possível a respeito do comportamento humano, desde o formato da correspondência e o horário do trabalho, até os carimbos e a assinaturas que devem ser colocados no documento para que o funcionário possa receber seu salário.
II – Satisfação de interesses pessoais: na vida prática, muitas vezes usa a organização para o atendimento de seus interesses pessoais e dificilmente age com a neutralidade prevista por Weber.
III – Formalidade significa que as organizações são constituídas com base em normas e regulamentos explícitos (leis), que estipulam os direitos e os deveres dos participantes. Na burocracia, o comportamento sempre é regulamentado de forma explícita.
IV – Hierarquia é a negação da autonomia, liberdade, espontaneidade, criatividade, dignidade e independência. Faz as pessoas procurarem orientação ou aprovação em quem se encontra em posição superior, a fim de não errar, promovendo por isso a rigidez e a timidez.
V – Impessoalidade, ou seja, o que conta é o cargo e não a pessoa. As organizações formais são impessoais, o que garante a burocracia permanecer a despeito das pessoas.
Após análise, são VERDADEIRAS as afirmativas: