Magna Concursos
3155678 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UFF
Orgão: UFF
Provas:

Texto II

O Verde

Estranha é a cabeça das pessoas. Uma vez, em São Paulo, morei em uma rua que era dominada por uma árvore incrível. Na época da floração, ela enchia a calçada de cores. Para usar um lugar-comum, ficava sobre o passeio um verdadeiro tapete de flores; esquecíamos o cinza que nos envolvia e vinha do asfalto, do concreto, do cimento, os elementos característicos da cidade. Percebi certo dia que a árvore começava a morrer. Secava lentamente, até que amanheceu inerte, sem uma folha. É um ciclo, ela renascerá, comentávamos no bar ou na padaria. Não voltou. Pedi ao Instituto Botânico que analisasse a árvore, e o técnico concluiu que ela fora envenenada. Surpresos, nós, os moradores da rua, que tínhamos na árvore um verdadeiro símbolo, começamos a nos lembrar de uma vizinha de meia-idade que todas as manhãs estava ao pé da árvore com um regador. Cheios de suspeitas, fomos até ela, indagamos, e ela respondeu com calma, os olhos brilhando, agressivos e irritados:

- Matei mesmo essa maldita árvore.
- Por quê?
- Porque na época da flor ela sujava minha calçada, eu vivia varrendo essas flores desgraçadas.

BRANDÃO, I. de L. Manifesto verde. São Paulo, Círculo do Livro, 1985. p. 16-17. (Adaptado)

O verbo presente na oração “Para usar um lugar-comum, ficava sobre o passeio um verdadeiro tapete de flores” é um verbo de primeira conjugação e encontra-se no pretérito imperfeito do modo indicativo. A opção na qual o verbo sublinhado encontra-se nesse mesmo tempo, mas pertence à segunda conjugação, é:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas