Magna Concursos
1710942 Ano: 2016
Disciplina: Português
Banca: UFMT
Orgão: Câm. Sorriso-MT
O menino da lua
Esta história que você vai ler aqui quem me contou foi um menino que vive no futuro. Num futuro muito distante mesmo, o mais distante que se possa imaginar. Para gravá-la, viajei na minha máquina do tempo particular.
Quando a ouvi, o menino que vivia nesse distante futuro me contava uma história que tinha acontecido no seu passado. Conclusão: o passado desta história está também no futuro. Como nossa história já está contada mas ainda vai acontecer, me ocorreu que, para recontá-la, eu deveria usar um tempo de verbo que os gramáticos esqueceram de criar.
Os gramáticos não sabem que a gente pode viajar no tempo.
Pra contar histórias assim, já deviam ter criado o tempo de verbo que inventei: o Pretérito Imperfeito do Futuro do Indicativo.
Não posso começar uma história que se passa no futuro dizendo, por exemplo, “Era uma vez um herói...” porque a vez ainda será. Também não posso dizer: “Nosso herói se chamava...” porque ele ainda se chamará.
O jeito que achei foi usar meu novo tempo de verbo e começar a história assim: “Sererá uma vez um herói que se chamarava...”.
Os autores de ficção científica não pensaram nisso! Mas, sabe de uma coisa? Foi bom eles não terem pensado; as histórias iam ficar muito esquisitas, n’é não?
O melhor que fazemos, portanto, para contar tudo, é imaginar que já estamos no século 30, aonde chegamos porque os habitantes da Terra tomaram juízo [...] e a vida continua.
(ZIRALDO. O menino da lua. São Paulo: Melhoramentos, 2006.)
O narrador do texto busca de diversas formas conquistar seu leitor, tentando que ele seja coparticipante do texto. Qual marca linguística NÃO contribui para atingir esse objetivo?
 

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