Texto para a questão.
Ah! Os relógios
“Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...
Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida – a verdadeira –
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.
Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.
E os anjos entreolham-se espantados
quando alguém – ao voltar a si da vida –
acaso lhes indaga que horas são...
(QUINTANA, Mário. A cor do invisível. Porto Alegre: Globo, 1994. Apud. LUCCI,Elian Alabi; BRANCO, Anselmo Lázaro; MENDONÇA, Cláudio. Território e sociedade no mundo globalizado: geografia geral e do Brasil. São Paulo: Saraiva, 2005, p. 28.)
Diferentemente da situação descrita por Mário Quintana, na poesia acima, a preocupação com as horas e com uma série de cálculos relacionados a questões temporais e espaciais fazem parte dos estudos da cartografia. No trabalho com a noção de fusos horários, por exemplo, há explicitamente uma necessidade de uma leitura precisa do seu significado, para que não sejam comprometidas diversas atividades realizadas nos mais distintos lugares da Terra. Assim sendo, considere a posição territorial do Brasil no globo terrestre, em relação aos fusos horários, e imagine que um número expressivo de brasileiros esteja preocupado em acompanhar as modalidades esportivaspresentes no XV Jogos Pan-americanos realizado no Rio de Janeiro, em julho de 2007. O conhecimento adequado acerca das noções de fusos horários nos permite afirmar, considerando a transmissão dos jogos via satélite, pela televisão, e aplicando sobre o mapa abaixo os conhecimentos acerca do tema em questão, que é CORRETA, apenas a afirmação constante da alternativa:
