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2375608 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: PM-PI
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TEXTO I (Para a questão)

Redução de danos

Temos usado e abusado da expressão “qualidade de vida”. O que me incomoda é perceber que tal conceito tem sido difundido, amplamente explorado e absorvido por muitos de modo egoísta e míope.

Ao darmos uma rápida olhada em reportagens nos diferentes veículos de comunicação e nas idéias que concebemos a esse respeito, percebemos logo que qualidade de vida parece ter relação exclusiva com o objetivo de buscar o bem para si. E, como se não bastasse essa limitação, ainda há mais: buscar o bem para si parece incluir apenas a saúde física devidamente enquadrada na ideologia das ciências biológicas em voga e em preceitos higienistas considerados politicamente corretos na atualidade.

Isso só contribui para que o conceito original seja desvirtuado. A saúde mental, por exemplo, seria mera resultante da correta administração da saúde física. E a vida das relações interpessoais? Quase não é considerada. Resultado? Para ter qualidade de vida, é preciso perseguir uma meta inatingível para a maioria de nós, humanos mortais, e ignorar que somos seres interdependentes que vivem em grupo.

Para começar, a idéia de corpo nessa concepção tem sido cada vez mais desumanizada e submetida aos padrões de beleza atuais, mesmo que sutilmente. Como conseqüência, as de nutrição, de autocuidado, de beleza etc. giram em torno desse centro. Como disse Nina Horta recentemente em sua coluna, fala-se muito em comer isso ou aquilo para garantir a saúde nutricional, mas nada do prazer de comer e do sentido de comunhão que as refeições têm. Ora, ao fazer uma refeição, eu não quero somente ingerir vitaminas e sais minerais e deixar de ingerir gorduras. Quero ter prazer socialmente compartilhado, isso sim.

(...)

Li recentemente uma reportagem em que um especialista em bem-estar e qualidade de vida afirmou que caminhar não deve ser considerado prática física, e sim obrigação. Pois, se levarmos a sério o conceito de qualidade de vida, obrigação seria buscar uma vida digna e isso só se encontra ao procurar o bem não apenas para si, mas para o outro também. Afinal, somos porque pertencemos, não é verdade?

De que adianta viver mais se não podemos exibir as marcas da velhice? De que adianta investir pesadamente na saúde física pessoal se, ao ignorarmos o bem-estar coletivo, ficamos impedidos de desfrutar da vida em comum? De que adianta fazer de tudo para manter a saúde física se as relações afetivas – notadamente com os filhos – não são carinhosamente priorizadas? De que adianta ter uma carreira profissional exitosa se não sobra tempo para a vida pessoal? De que adianta lazer sem ócio?

Talvez pudéssemos nos beneficiar muito mais do conceito de qualidade de vida se o entendêssemos como um objetivo virtuoso e não como um investimento que se mostra idealizado, individualista e consumista. Talvez até pudéssemos trocar a expressão “qualidade de vida” por “dignidade de vida”. Faz muito mais sentido nos tempos atuais, não? Aliás, como parece fazer muito mais sentido no presente a expressão “prática de redução de danos” do que “busca de qualidade de vida”.

(Rosely Sayão – Jornal Folha de São Paulo, 19 de julho de 2007)

No último parágrafo do texto, a autora reafirma seu ponto de vista sobre o conceito de “qualidade de vida” por ela defendido através, principalmente, do recurso da:

 

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2375463 Ano: 2007
Disciplina: Matemática
Banca: NUCEPE
Orgão: PM-PI
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Uma empresa aumentou sua produção, durante um ano, a uma taxa constante de 200 unidades por mês. Sabendo-se que no final do 1º mês do ano essa empresa produziu 1.300 unidades, de quanto foi o faturamento anual da empresa, visto que cada unidade é vendida ao preço de R$ 1,50?

 

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2375458 Ano: 2007
Disciplina: Matemática
Banca: NUCEPE
Orgão: PM-PI
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Para estimar a profundidade de um poço, que tem 1,20m de diâmetro, um bombeiro cujos olhos estão a 1,80m de altura posiciona-se a 0,30m de sua borda. Dessa forma, a borda do poço esconde exatamente seu fundo, como mostra a figura abaixo. Com estes dados, o bombeiro conclui que o poço tem a seguinte profundidade:

Enunciado 3050157-1

 

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2375432 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: PM-PI
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TEXTO I (Para a questão)

Redução de danos

Temos usado e abusado da expressão “qualidade de vida”. O que me incomoda é perceber que tal conceito tem sido difundido, amplamente explorado e absorvido por muitos de modo egoísta e míope.

Ao darmos uma rápida olhada em reportagens nos diferentes veículos de comunicação e nas idéias que concebemos a esse respeito, percebemos logo que qualidade de vida parece ter relação exclusiva com o objetivo de buscar o bem para si. E, como se não bastasse essa limitação, ainda há mais: buscar o bem para si parece incluir apenas a saúde física devidamente enquadrada na ideologia das ciências biológicas em voga e em preceitos higienistas considerados politicamente corretos na atualidade.

Isso só contribui para que o conceito original seja desvirtuado. A saúde mental, por exemplo, seria mera resultante da correta administração da saúde física. E a vida das relações interpessoais? Quase não é considerada. Resultado? Para ter qualidade de vida, é preciso perseguir uma meta inatingível para a maioria de nós, humanos mortais, e ignorar que somos seres interdependentes que vivem em grupo.

Para começar, a idéia de corpo nessa concepção tem sido cada vez mais desumanizada e submetida aos padrões de beleza atuais, mesmo que sutilmente. Como conseqüência, as de nutrição, de autocuidado, de beleza etc. giram em torno desse centro. Como disse Nina Horta recentemente em sua coluna, fala-se muito em comer isso ou aquilo para garantir a saúde nutricional, mas nada do prazer de comer e do sentido de comunhão que as refeições têm. Ora, ao fazer uma refeição, eu não quero somente ingerir vitaminas e sais minerais e deixar de ingerir gorduras. Quero ter prazer socialmente compartilhado, isso sim.

(...)

Li recentemente uma reportagem em que um especialista em bem-estar e qualidade de vida afirmou que caminhar não deve ser considerado prática física, e sim obrigação. Pois, se levarmos a sério o conceito de qualidade de vida, obrigação seria buscar uma vida digna e isso só se encontra ao procurar o bem não apenas para si, mas para o outro também. Afinal, somos porque pertencemos, não é verdade?

De que adianta viver mais se não podemos exibir as marcas da velhice? De que adianta investir pesadamente na saúde física pessoal se, ao ignorarmos o bem-estar coletivo, ficamos impedidos de desfrutar da vida em comum? De que adianta fazer de tudo para manter a saúde física se as relações afetivas – notadamente com os filhos – não são carinhosamente priorizadas? De que adianta ter uma carreira profissional exitosa se não sobra tempo para a vida pessoal? De que adianta lazer sem ócio?

Talvez pudéssemos nos beneficiar muito mais do conceito de qualidade de vida se o entendêssemos como um objetivo virtuoso e não como um investimento que se mostra idealizado, individualista e consumista. Talvez até pudéssemos trocar a expressão “qualidade de vida” por “dignidade de vida”. Faz muito mais sentido nos tempos atuais, não? Aliás, como parece fazer muito mais sentido no presente a expressão “prática de redução de danos” do que “busca de qualidade de vida”.

(Rosely Sayão – Jornal Folha de São Paulo, 19 de julho de 2007)

Para que as idéias expressas no texto continuem inalteradas, a palavra absorvido somente poderá ser substituída por:

 

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2375407 Ano: 2007
Disciplina: Matemática
Banca: NUCEPE
Orgão: PM-PI
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Assinale a alternativa INCORRETA:

 

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2375379 Ano: 2007
Disciplina: História
Banca: NUCEPE
Orgão: PM-PI
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Analise as seguintes informações apresentadas nos itens abaixo sobre o processo de urbanização e modernização de Teresina, considerando que esse processo é dinâmico.

I. Nas primeiras quatro décadas do século XX o processo de urbanização e modernização de Teresina atingiu apenas às elites, principalmente provocando mudanças nos costumes e mentalidades.

II. O êxodo voluntário motivado pelos atrativos da cidade grande e o êxodo rural motivado pelo declínio das atividades rurais são fatores que respondem pelo crescimento da cidade de Teresina, intensificado ao longo da segunda metade do século XX.

III. Nesse início de século XXI, Teresina assemelha-se as grandes cidades do mundo, no que diz respeito ao desenvolvimento urbano e populacional. Dessa forma, é válido afirmar que o crescimento da cidade não correspondeu à melhoria de vida da população.

(Adaptação: COSTA FILHO, Alcebíades; LIRA, Clarice Helena Santiago. Educação sem fronteiras, Conteúdo Regionalizado. Governo do Estado do Piauí - EJA, Gráfica e Editora Dinâmica, História, livro 2, p. 11-13)

Acerca do que se afirma nos itens acima, marque a alternativa CORRETA.

 

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2375321 Ano: 2007
Disciplina: Português
Banca: NUCEPE
Orgão: PM-PI
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Texto II (Para a questão)

Segurança com formação e cidadania

A violência e a conseqüente crise do sistema de segurança pública não se resolverão por medidas isoladas de repressão ou pelo agravamento de penas. O problema exige uma política estruturante e contínua capaz de mexer em aspectos da prevenção, da repressão ao crime e da proteção ao cidadão. É preciso mudar a metodologia de formação de oficiais e agentes, adotando para eles uma linguagem nacional. Tal medida tem por objetivo promover a interação e articulação entre os órgãos federais, estaduais e municipais de segurança e destes com a sociedade. Para isso, o Estado terá de superar conceitos arcaicos, eliminar burocracia, criar estruturas flexíveis, capazes de acompanhar as mudanças sociais e incorporar os avanços científicos e tecnológicos.

Nosso sistema de segurança pública é fragmentário, marcado pelo isolamento das instituições. É preciso olhar a segurança pública como política de Estado, não apenas de governo, harmonizando e disciplinando as relações da polícia com o Poder Judiciário, o Ministério Público e as autoridades fazendárias de Planejamento e de Ciência e Tecnologia. Por isso, encaminhei ao ministro da Justiça, Tarso Genro, proposta de criação da Escola Nacional de Segurança Pública e Proteção Social, como contribuição ao chamado PAC da Segurança que o governo divulgará em breve.

A proposta é criar uma autarquia multidisciplinar e vinculada ao Ministério da Justiça, que tenha identidade com todos os segmentos sociais e seja, rigorosamente, ética. Ela precisa sistematizar e unificar a formação dos seus quadros, respeitando as peculiaridades regionais e locais, além de ficar livre dos percalços do contingenciamento orçamentário.

A criação da ENSP produzirá efeitos positivos na repressão, desde que possa coordenar a atuação das diferentes instituições e corporações. O resultado será maior efetividade no combate ao crime.

(Renato Casagrande – Revista Isto é, Nº 1965, Ano 30 - Opinião & Idéias)

Tomando como base o seguinte período: “A criação da ENSP produzirá efeitos positivos na repressão, desde que possa coordenar a atuação das diferentes instituições e corporações.” Pode-se afirmar, CORRETAMENTE, que as relações sintático-semânticas estabelecidas entre as duas orações que o constituem é de:

 

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2375301 Ano: 2007
Disciplina: História
Banca: NUCEPE
Orgão: PM-PI
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Assinale a alternativa que NÃO corresponde ao contexto especificado abaixo.

O Piauí, apesar de ser uma região com fortes traços rurais, está entre as áreas do Brasil que recebeu imigrantes na primeira metade do século XX, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As correntes migratórias, de origem asiática, concentraram-se nas cidades de Teresina e Floriano.

(Adaptado: TAVARES, Zózimo. 100 fatos do Piauí no século 20. Teresina, Halley, 2000).

 

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2375294 Ano: 2007
Disciplina: História
Banca: NUCEPE
Orgão: PM-PI
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Assinale a alternativa que corresponde, CORRETAMENTE, ao contexto histórico referido nos versos abaixo.

O povo do Piauí, vaqueiros ou soldados,

Quando a pátria te chama, aflita, nesses dias,

Nessas horas fatais de transes desgraçados,

É que sabes mostrar-te abnegado e valente.

Se Fidié triunfou, tu, ao morrer, sabias

Que a nossa boa terra ficaria independente.

(O combate do Jenipapo de Clodoaldo Freitas. In. ADRIÃO NETO. A epopéia do Jenipapo. Teresina, “Edição Geração 70”, 2006)

 

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2375247 Ano: 2007
Disciplina: Matemática
Banca: NUCEPE
Orgão: PM-PI
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O valor de k, positivo, para o qual uma das raízes da equação x2 – 3kx + 6k = 0, seja o dobro da outra raiz é:

 

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