Paciente F., sexo masculino, de 23 anos foi levado para a consulta acompanhado da avó materna. Ela referiu que o comportamento estranho dele tem chamado a atenção da vizinhança. Relatou ainda que o paciente sempre foi mais calado e tinha poucos amigos durante a infância. Na adolescência, o paciente passou a se vestir apenas com roupas brancas e passava boa parte do tempo se dedicando aos estudos do misticismo. O paciente afirmou que percebia os olhares dos vizinhos e dos familiares: “eram olhares de pessoas não evoluídas, que desconhecem o que está por vir”. Entretanto, o paciente mantinha um discurso circunstancial. Mesmo com insistência, voltava a um assunto vago e sem muita estruturação lógica. Negou experiências de alteração da sensopercepção e negou um impacto emocional em decorrência dessa situação.
À hipótese diagnóstica para o quadro clínico descrito é de: