ELE INVENTOU E SE REINVENTOU
(Carta Capital, 12/10/2011, p. 21 – adaptado)
O “artista” Steve Jobs virou um mito contemporâneo. No início, o cabelo volumoso e o rosto redondo e juvenil faziam parecer um personagem do filme A vingança dos nerds. No fim, uma expressão lívida e soturna, a calvície a se aprofundar, sinais da iminente e definitiva derrota para uma doença (câncer no pâncreas) que a ciência e a tecnologia ainda não conseguiram superar e que lhe tiraria a vida. [...] É fácil entender por que Steve Jobs tornou-se um mito da era moderna. Um profeta. Nada convencionais, Jobs e a Apple arrebataram fiéis, discípulos dispostos a esperar horas numa fila pela última novidade. [...] O retorno ao palco em grande estilo confirmou a aura de visionário. No início de sua trajetória Jobs parece ter sido derrotado pela praticidade. [...] A applemania era como o cristianismo em seu limiar: cultuado em cavernas onde se reunia meia dúzia de crentes. Três décadas depois, Jobs havia virado papa. Seu poder de influenciar o mercado de tecnologia ultrapassou todas as barreiras. [...] Inegável foi a capacidade de Jobs de transformar o culto à sua personalidade em dividendos. [...] Caberá à Apple enfrentar outro mito: o de que sem sua mente mais brilhante, será apenas uma entre tantas empresas da tecnologia.
As afirmações a seguir, em torno de alguns itens estruturais, morfossintáticos e semânticos, são defensáveis conforme a norma culta do português, EXCETO: