Texto V
Os resultados da Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec) para o triênio de 2014 a 2017 foram divulgados recentemente. Realizada desde 2000, ela vem consistentemente ampliando seu alcance, o que permite investigar tendências setoriais específicas sobre a capacidade inovativa e tecnológica das empresas brasileiras.
Alguns dos setores econômicos que estão no foco do debate público atual são os setores de medicamentos e de equipamentos e insumos médicohospitalares. Por um lado, a descoberta de uma vacina ou um remédio que cure a Covid-19 é tida como a solução definitiva para o problema — num cenáriode longo prazo; por outro lado, a disponibilização tempestiva de respiradores mecânicos, máscaras, luvas e leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) é imprescindível para que o Sistema Único de Saúde (SUS) consiga suportar a pressão nesses estágios agudos da crise — num cenário de curto prazo.
Diante disso, o objetivo desta nota técnica é realizar uma descrição analítica da intensidade tecnológica e de inovação dos segmentos industriais do chamado complexo industrial da saúde, à luz dos dados da Pintec e em comparação com alguns países selecionados. Vale advertir que as informações captadas na pesquisa não permitem responder a perguntas específicas sobre determinados produtos, como algum tipo de medicamento, algum tipo de insumo hospitalar ou algum tipo de equipamento médico. O que os dados sobre os quais nos debruçamos permitem é analisar a evolução e o nível do esforço inovador e tecnológico do complexo industrial da saúde brasileiro.
LEÃO, R.; GIESTEIRA, L. F. O complexo industrial da saúde na Pintec 2017. Nota Técnica n. 62. Brasília, DF: Ipea, 2020. p. 7. Disponível em: https://portalantigo.ipea.gov.br/portal/images/ stories/PDFs/nota_tecnica/200514_nt_diset_n62_web.pdf. Acesso em: 29 nov. 2023.
As informações do segundo parágrafo do Texto V cumprem a função de