Leia o poema.
Congresso internacional do medo
Provisoriamente não cantaremos o amor,
Que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços,
Não cantaremos o ódio, porque este não existe,
Existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,]
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,]
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte,]
depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.
(Carlos Drummond de Andrade)
I- O sujeito da forma verbal cantaremos está implícito.
II- Na oração: “porque este não existe”, o pronome este se refere ao substantivo medo.
III- Na oração: “nascerão flores amarelas e medrosas”, flores amarelas e medrosas é sujeito da forma verbal nascerão.