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2473113 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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Do mito ao preconceito: os comandos paragramaticais

Em trabalho anterior (Bagno, 1999) fiz uma análise do preconceito linguístico imperante na sociedade brasileira por meio dos mitos que o compõem. Pouco depois de publicá-lo, tomei ciência do lançamento, na Inglaterra, do livro Language Myths, organizado por Bauer & Trudgill (1998). Nessa obra, 21 mitos sobre as línguas em geral e mais especificamente sobre a língua inglesa são examinados e confutados por mais de duas dezenas de sociolinguistas, numa estratégia de abordagem dos temas curiosamente muito semelhante à que adotei em meu próprio trabalho. Os dois livros se caracterizam por tentar uma apresentação menos acadêmica das noções da Linguística e mais acessível ao leitor não especializado. Como dizem os editores da coletânea inglesa (1998: xv),

nosso conhecimento sobre a linguagem tem se expandido num ritmo fenomenal durante a última metade do século XX. Os linguistas andaram ocupados mantendo-se em dia com este conhecimento em expansão e explicando suas próprias descobertas a outros linguistas. Os linguistas mais influentes são aqueles que deram as mensagens mais importantes para outros linguistas, e não para o público geral. Por várias razões (incluindo a natureza altamente técnica de parte do trabalho), muito poucos deles têm tentado explicar seus achados a uma audiência leiga.

Foram reflexões semelhantes que me encorajaram a escrever Preconceito linguístico: o que é, como se faz (1999, 42000), um livro que visa levar algumas noções básicas da Linguística a uma “audiência leiga” mas, sobretudo, aos professores de língua portuguesa que, em sua maioria, recebem uma formação quase exclusivamente normativo-prescritivista (ideológica, portanto) e não têm familiaridade com o tratamento científico de questões pertinentes à sua atividade profissional. Igual intenção presidiu a composição de A língua de Eulália (1997, 52000), em que procurei analisar mais detidamente a irracionalidade do preconceito que pesa sobre os falantes de variedades linguísticas consideradas não padrão.

(In: BAGNO, Marcos. Dramática da língua portuguesa. Tradição Gramatical, Mídia & Exclusão Social. Edições Loyola: São Paulo, 2000. P.45-46)

Analise os itens a seguir, indicando se estão certos (C) ou errados (E) de acordo com o texto. A seguir, marque a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) Se usarmos a desinência de plural na palavra análise, no primeiro período do texto, todas as demais palavras que estão no singular deverão ser pluralizadas, a fim de atender aos princípios da concordância nominal e verbal.

( ) O sujeito do verbo encorajar é o mesmo ser sujeito do verbo procurar

( ) O pronome oblíquo, empregado no início do segundo período do primeiro parágrafo, faz uma referência anafórica ao livro Language Myths.

( ) A palavra leiga refere-se equivocadamente aos professores de Língua Portuguesa, já que, em termos de conhecimento científico sobre a língua, os professores, na maioria, têm conhecimento e domínio dos aspectos científicos de linguagem.

( ) O sufixo presente na palavra prescritivista justifica a referência entre parênteses feita a seguir.

( ) Os verbos encorajar, visar, ter, presidir e procurar, empregados no último parágrafo, estão flexionados, respectivamente, no pretérito perfeito, presente, presente, pretérito perfeito e pretérito perfeito, do modo indicativo.

 

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