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2473174 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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O que é texto

Para se compreender melhor o fenômeno da produção de textos escritos, importa entender previamente o que caracteriza o texto, escrito ou oral, unidade linguística comunicativa básica, já que o que as pessoas têm para dizer umas às outras não são palavras nem frases isoladas, são textos.

Pode-se definir texto ou discurso como ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal.

Antes de mais nada, um texto é uma unidade de linguagem em uso, cumprindo uma função identificável num dado jogo de atuação sociocomunicativa. Tem papel determinante em sua produção e recepção uma série de fatores pragmáticos que contribuem para a construção de seu sentido e possibilitam que seja reconhecido como um emprego normal da língua. São elementos desse processo as peculiaridades de cada ato comunicativo, tais como: as intenções do produtor; o jogo de imagens mentais que cada um dos interlocutores faz de si, do outro e do outro com relação a si mesmo e ao tema do discurso; e o espaço de perceptibilidade visual e acústica comum, na comunicação face a face Desse modo, o que é pertinente numa situação pode não o ser em outra. O contexto sociocultural em que se insere o discurso também constitui elemento condicionante de seu sentido, na produção e na recepção, na medida em que delimita os conhecimentos partilhados pelos interlocutores, inclusive quanto às regras sociais da interação comunicativa (uma certa “etiqueta” sociocomunicativa, que determina a variação de registros, de tom de voz, de postura, etc.).

A segunda propriedade básica do texto é o fato de ele constituir uma unidade semântica. Uma ocorrência linguística, para ser texto, precisa ser percebida pelo recebedor como um todo significativo. [...]

Finalmente, o texto se caracteriza por sua unidade formal, material. Seus constituintes linguísticos devem se mostrar reconhecivelmente integrados, de modo a permitir que ele seja percebido como um todo coeso.

De acordo com o conceito adotado, um texto será bem compreendido quando avaliado sob três aspectos: a) o pragmático, que tem a ver com seu funcionamento enquanto atuação informacional e comunicativa; b) o semântico-conceitual, de que depende sua coerência; c) o formal, que diz respeito à sua coesão.

(Maria da Graça Costa Val – Obra: Redação e Textualidade – Ed. Martins Fontes – 1994, p. 3 e 4)

Marque a única alternativa que não apresenta erro.

 

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2473173 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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O que é texto

Para se compreender melhor o fenômeno da produção de textos escritos, importa entender previamente o que caracteriza o texto, escrito ou oral, unidade linguística comunicativa básica, já que o que as pessoas têm para dizer umas às outras não são palavras nem frases isoladas, são textos.

Pode-se definir texto ou discurso como ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal.

Antes de mais nada, um texto é uma unidade de linguagem em uso, cumprindo uma função identificável num dado jogo de atuação sociocomunicativa. Tem papel determinante em sua produção e recepção uma série de fatores pragmáticos que contribuem para a construção de seu sentido e possibilitam que seja reconhecido como um emprego normal da língua. São elementos desse processo as peculiaridades de cada ato comunicativo, tais como: as intenções do produtor; o jogo de imagens mentais que cada um dos interlocutores faz de si, do outro e do outro com relação a si mesmo e ao tema do discurso; e o espaço de perceptibilidade visual e acústica comum, na comunicação face a face Desse modo, o que é pertinente numa situação pode não o ser em outra. O contexto sociocultural em que se insere o discurso também constitui elemento condicionante de seu sentido, na produção e na recepção, na medida em que delimita os conhecimentos partilhados pelos interlocutores, inclusive quanto às regras sociais da interação comunicativa (uma certa “etiqueta” sociocomunicativa, que determina a variação de registros, de tom de voz, de postura, etc.).

A segunda propriedade básica do texto é o fato de ele constituir uma unidade semântica. Uma ocorrência linguística, para ser texto, precisa ser percebida pelo recebedor como um todo significativo. [...]

Finalmente, o texto se caracteriza por sua unidade formal, material. Seus constituintes linguísticos devem se mostrar reconhecivelmente integrados, de modo a permitir que ele seja percebido como um todo coeso.

De acordo com o conceito adotado, um texto será bem compreendido quando avaliado sob três aspectos: a) o pragmático, que tem a ver com seu funcionamento enquanto atuação informacional e comunicativa; b) o semântico-conceitual, de que depende sua coerência; c) o formal, que diz respeito à sua coesão.

(Maria da Graça Costa Val – Obra: Redação e Textualidade – Ed. Martins Fontes – 1994, p. 3 e 4)

Assinale a única alternativa correta quanto à relação entre os termos citados e sua função sintática no texto.

 

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2473172 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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O que é texto

Para se compreender melhor o fenômeno da produção de textos escritos, importa entender previamente o que caracteriza o texto, escrito ou oral, unidade linguística comunicativa básica, já que o que as pessoas têm para dizer umas às outras não são palavras nem frases isoladas, são textos.

Pode-se definir texto ou discurso como ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal.

Antes de mais nada, um texto é uma unidade de linguagem em uso, cumprindo uma função identificável num dado jogo de atuação sociocomunicativa. Tem papel determinante em sua produção e recepção uma série de fatores pragmáticos que contribuem para a construção de seu sentido e possibilitam que seja reconhecido como um emprego normal da língua. São elementos desse processo as peculiaridades de cada ato comunicativo, tais como: as intenções do produtor; o jogo de imagens mentais que cada um dos interlocutores faz de si, do outro e do outro com relação a si mesmo e ao tema do discurso; e o espaço de perceptibilidade visual e acústica comum, na comunicação face a face Desse modo, o que é pertinente numa situação pode não o ser em outra. O contexto sociocultural em que se insere o discurso também constitui elemento condicionante de seu sentido, na produção e na recepção, na medida em que delimita os conhecimentos partilhados pelos interlocutores, inclusive quanto às regras sociais da interação comunicativa (uma certa “etiqueta” sociocomunicativa, que determina a variação de registros, de tom de voz, de postura, etc.).

A segunda propriedade básica do texto é o fato de ele constituir uma unidade semântica. Uma ocorrência linguística, para ser texto, precisa ser percebida pelo recebedor como um todo significativo. [...]

Finalmente, o texto se caracteriza por sua unidade formal, material. Seus constituintes linguísticos devem se mostrar reconhecivelmente integrados, de modo a permitir que ele seja percebido como um todo coeso.

De acordo com o conceito adotado, um texto será bem compreendido quando avaliado sob três aspectos: a) o pragmático, que tem a ver com seu funcionamento enquanto atuação informacional e comunicativa; b) o semântico-conceitual, de que depende sua coerência; c) o formal, que diz respeito à sua coesão.

(Maria da Graça Costa Val – Obra: Redação e Textualidade – Ed. Martins Fontes – 1994, p. 3 e 4)

Use as letra V e F para indicar as afirmativas acerca do texto como verdadeiras ou falsas. Na sequência, assinale a alternativa com a sequência correta das letras.

( ) Ao citar “fatores pragmáticos”, a autora os relaciona diretamente à coerência e à coesão textual.

( ) A coesão textual refere-se basicamente ao aspecto formal do texto, sendo uma exigência exclusiva do texto escrito.

( ) As regras sociais definem os elementos coesivos do texto.

( ) Um dos aspectos responsáveis pela compreensão de um texto é o fator pragmático, já que dele depende a construção do sentido e seu funcionamento enquanto atuação informacional e comunicativa.

( ) Um texto só pode ser considerado como uma unidade semântica se seus constituintes linguísticos estiverem adequadamente integrados de forma coesa e coerente.

 

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2473171 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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O que é texto

Para se compreender melhor o fenômeno da produção de textos escritos, importa entender previamente o que caracteriza o texto, escrito ou oral, unidade linguística comunicativa básica, já que o que as pessoas têm para dizer umas às outras não são palavras nem frases isoladas, são textos.

Pode-se definir texto ou discurso como ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal.

Antes de mais nada, um texto é uma unidade de linguagem em uso, cumprindo uma função identificável num dado jogo de atuação sociocomunicativa. Tem papel determinante em sua produção e recepção uma série de fatores pragmáticos que contribuem para a construção de seu sentido e possibilitam que seja reconhecido como um emprego normal da língua. São elementos desse processo as peculiaridades de cada ato comunicativo, tais como: as intenções do produtor; o jogo de imagens mentais que cada um dos interlocutores faz de si, do outro e do outro com relação a si mesmo e ao tema do discurso; e o espaço de perceptibilidade visual e acústica comum, na comunicação face a face Desse modo, o que é pertinente numa situação pode não o ser em outra. O contexto sociocultural em que se insere o discurso também constitui elemento condicionante de seu sentido, na produção e na recepção, na medida em que delimita os conhecimentos partilhados pelos interlocutores, inclusive quanto às regras sociais da interação comunicativa (uma certa “etiqueta” sociocomunicativa, que determina a variação de registros, de tom de voz, de postura, etc.).

A segunda propriedade básica do texto é o fato de ele constituir uma unidade semântica. Uma ocorrência linguística, para ser texto, precisa ser percebida pelo recebedor como um todo significativo. [...]

Finalmente, o texto se caracteriza por sua unidade formal, material. Seus constituintes linguísticos devem se mostrar reconhecivelmente integrados, de modo a permitir que ele seja percebido como um todo coeso.

De acordo com o conceito adotado, um texto será bem compreendido quando avaliado sob três aspectos: a) o pragmático, que tem a ver com seu funcionamento enquanto atuação informacional e comunicativa; b) o semântico-conceitual, de que depende sua coerência; c) o formal, que diz respeito à sua coesão.

(Maria da Graça Costa Val – Obra: Redação e Textualidade – Ed. Martins Fontes – 1994, p. 3 e 4)

Use a letra A para indicar os itens corretos e a letra B para os itens incorretos de acordo com o texto. A seguir, assinale a alternativa que contém a sequência das letras de cima para baixo.

( ) Na produção e recepção de textos é preciso considerar o jogo de imagens dos interlocutores, já que esse jogo se constitui como uma das peculiaridades do ato comunicativo.

( ) Todo discurso, independentemente de suas condições, deve estar relacionado ao contexto sociocultural de sua inserção.

( ) Um texto, para ser considerado texto, deve se constituir como uma unidade semântica, percebida no ato de leitura, pelo emissor, como uma ocorrência linguística carregada de significado.

( ) O caráter semântico-conceitual do texto está relacionado à sua coerência, já que esse é o fator responsável pelo sentido do texto.

( ) Considerando o conceito de texto, pode-se dizer que coerência e coesão estabelecem entre si uma relação de sinonímia.

 

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2473170 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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O que é texto

Para se compreender melhor o fenômeno da produção de textos escritos, importa entender previamente o que caracteriza o texto, escrito ou oral, unidade linguística comunicativa básica, já que o que as pessoas têm para dizer umas às outras não são palavras nem frases isoladas, são textos.

Pode-se definir texto ou discurso como ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal.

Antes de mais nada, um texto é uma unidade de linguagem em uso, cumprindo uma função identificável num dado jogo de atuação sociocomunicativa. Tem papel determinante em sua produção e recepção uma série de fatores pragmáticos que contribuem para a construção de seu sentido e possibilitam que seja reconhecido como um emprego normal da língua. São elementos desse processo as peculiaridades de cada ato comunicativo, tais como: as intenções do produtor; o jogo de imagens mentais que cada um dos interlocutores faz de si, do outro e do outro com relação a si mesmo e ao tema do discurso; e o espaço de perceptibilidade visual e acústica comum, na comunicação face a face Desse modo, o que é pertinente numa situação pode não o ser em outra. O contexto sociocultural em que se insere o discurso também constitui elemento condicionante de seu sentido, na produção e na recepção, na medida em que delimita os conhecimentos partilhados pelos interlocutores, inclusive quanto às regras sociais da interação comunicativa (uma certa “etiqueta” sociocomunicativa, que determina a variação de registros, de tom de voz, de postura, etc.).

A segunda propriedade básica do texto é o fato de ele constituir uma unidade semântica. Uma ocorrência linguística, para ser texto, precisa ser percebida pelo recebedor como um todo significativo. [...]

Finalmente, o texto se caracteriza por sua unidade formal, material. Seus constituintes linguísticos devem se mostrar reconhecivelmente integrados, de modo a permitir que ele seja percebido como um todo coeso.

De acordo com o conceito adotado, um texto será bem compreendido quando avaliado sob três aspectos: a) o pragmático, que tem a ver com seu funcionamento enquanto atuação informacional e comunicativa; b) o semântico-conceitual, de que depende sua coerência; c) o formal, que diz respeito à sua coesão.

(Maria da Graça Costa Val – Obra: Redação e Textualidade – Ed. Martins Fontes – 1994, p. 3 e 4)

Considere as seguintes afirmações acerca do texto.

I. As ideias da autora ao definir texto contrariam as abordagens sobre a linguagem defendidas nos textos I e II.

II. De acordo com a autora, a palavra texto só pode ser atribuída às ocorrências linguísticas escritas, independentemente da tipologia ou gênero textual.

III. Dificilmente uma pessoa, usuária de uma variante linguística como a do pai da personagem Chico Bento (texto III), poderá produzir textos conforme as condições descritas pela autora.

IV. A produção de texto independe das condições de sentido e das regras sociais que permeiam a interação comunicativa.

De acordo com o texto:

 

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2473169 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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O que é texto

Para se compreender melhor o fenômeno da produção de textos escritos, importa entender previamente o que caracteriza o texto, escrito ou oral, unidade linguística comunicativa básica, já que o que as pessoas têm para dizer umas às outras não são palavras nem frases isoladas, são textos.

Pode-se definir texto ou discurso como ocorrência linguística falada ou escrita, de qualquer extensão, dotada de unidade sociocomunicativa, semântica e formal.

Antes de mais nada, um texto é uma unidade de linguagem em uso, cumprindo uma função identificável num dado jogo de atuação sociocomunicativa. ................. papel determinante em sua produção e recepção uma série de fatores pragmáticos que .......................... para a construção de seu sentido e possibilitam que ......................... reconhecido como um emprego normal da língua. São elementos desse processo as peculiaridades de cada ato comunicativo, tais como: as intenções do produtor; o jogo de imagens mentais que cada um dos interlocutores faz de si, do outro e do outro com relação a si mesmo e ao tema do discurso; e o espaço de perceptibilidade visual e acústica comum, na comunicação .................................. Desse modo, o que é pertinente numa situação pode não o ser em outra. O contexto sociocultural em que se insere o discurso também constitui elemento condicionante de seu sentido, na produção e na recepção, na medida em que .................. os conhecimentos partilhados pelos interlocutores, inclusive quanto às regras sociais da interação comunicativa (uma certa “etiqueta” sociocomunicativa, que determina a variação de registros, de tom de voz, de postura, etc.).

A segunda propriedade básica do texto é o fato de ele constituir uma unidade semântica. Uma ocorrência linguística, para ser texto, precisa ser percebida pelo recebedor como um todo significativo. [...]

Finalmente, o texto se caracteriza por sua unidade formal, material. Seus constituintes linguísticos devem se mostrar reconhecivelmente integrados, de modo a permitir que ele seja percebido como um todo coeso.

De acordo com o conceito adotado, um texto será bem compreendido quando avaliado sob três aspectos: a) o pragmático, que tem a ver com seu funcionamento enquanto atuação informacional e comunicativa; b) o semântico-conceitual, de que depende sua coerência; c) o formal, que diz respeito à sua coesão.

(Maria da Graça Costa Val – Obra: Redação e Textualidade – Ed. Martins Fontes – 1994, p. 3 e 4)

Qual das alternativas a seguir contém as palavras que completam correta e respectivamente os espaços pontilhados das linhas do texto?

 

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Questão presente nas seguintes provas
2473168 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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TEXTO III

Enunciado 3513687-1

Assinale a única alternativa que apresenta erro.

 

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2473167 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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TEXTO III

Enunciado 3513686-1

Considerando a tira acima, podem-se fazer as seguintes afirmações:

I. A fala da personagem Chico Bento reitera a necessidade de se oferecer nas escolas um ensino de Língua Portuguesa que promova o desenvolvimento e domínio da linguagem, de forma que os alunos possam “consertar” sua fala, conforme descrito no texto II.

II. A fala das personagens caracteriza-se como um exemplo de variação linguística.

III. Na pronúncia das palavras “drumi” e “pru”, ocorre igual fenômeno linguístico, caracterizado pela troca de posição de fonemas, acarretando em uma mudança na estrutura silábica.

IV. De acordo com o texto I e com o texto II, as personagens da tira são usuárias de uma variante linguística de prestígio.

Está(estão) correta(s):

 

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Questão presente nas seguintes provas
2473118 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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A mudança na concepção de ensino

Em 1997, o Ministério da Educação publicou uma coleção de documentos intitulados Parâmetros Curriculares Nacionais. Neles estavam reunidas propostas para a renovação do ensino nas escolas brasileiras, e todas as disciplinas foram contempladas – língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências etc. Abrindo os PCN (sigla com que ficaram conhecidos) de língua portuguesa dedicados às séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª), a gente encontra, na p. 26, o seguinte trecho (realces nossos):

A Língua Portuguesa, no Brasil, possui muitas variedades dialetais. Identificam-se geográfica e socialmente as pessoas pela forma como falam. Mas há muitos preconceitos decorrentes do valor social relativo que é atribuído aos diferentes modos de falar: é muito comum se considerarem as variedades linguísticas de menor prestígio como inferiores ou erradas. O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença. Para isso, e também para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma “certa” de falar — a que se parece com a escrita — e o de que a escrita é o espelho da fala — e, sendo assim, seria preciso “consertar” a fala do aluno para evitar que ele escreva errado. Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, tratando sua comunidade como se fosse formada por incapazes, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos, por mais prestígio que um deles tenha em um dado momento histórico.

Esse parágrafo já é suficiente para que a gente identifique nesse documento oficial uma importante mudança na concepção de ensino de língua nas escolas brasileiras. Embora trazendo a data de 1997, esse texto na verdade revela o impacto produzido, na política educacional, por uma ampla discussão que já vinha sendo empreendida nas universidades brasileiras desde pelo menos vinte anos antes da publicação dos PCN.

Ao lado de outros aspectos igualmente importantes para a renovação do ensino de língua no Brasil, os PCN introduziram alguns conceitos até então pouco conhecidos na prática docente, conceitos provenientes de uma disciplina relativamente nova dentro dos estudos da linguagem, a Sociolinguística.

(In: Bagno, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. p. 27-28).

Assinale a única alternativa correta.

 

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2473117 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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A mudança na concepção de ensino

Em 1997, o Ministério da Educação publicou uma coleção de documentos intitulados Parâmetros Curriculares Nacionais. Neles estavam reunidas propostas para a renovação do ensino nas escolas brasileiras, e todas as disciplinas foram contempladas – língua portuguesa, matemática, história, geografia, ciências etc. Abrindo os PCN (sigla com que ficaram conhecidos) de língua portuguesa dedicados às séries iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª), a gente encontra, na p. 26, o seguinte trecho (realces nossos):

A Língua Portuguesa, no Brasil, possui muitas variedades dialetais. Identificam-se geográfica e socialmente as pessoas pela forma como falam. Mas há muitos preconceitos decorrentes do valor social relativo que é atribuído aos diferentes modos de falar: é muito comum se considerarem as variedades linguísticas de menor prestígio como inferiores ou erradas. O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito à diferença. Para isso, e também para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se de alguns mitos: o de que existe uma única forma “certa” de falar — a que se parece com a escrita — e o de que a escrita é o espelho da fala — e, sendo assim, seria preciso “consertar” a fala do aluno para evitar que ele escreva errado. Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, tratando sua comunidade como se fosse formada por incapazes, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos, por mais prestígio que um deles tenha em um dado momento histórico.

Esse parágrafo já é suficiente para que a gente identifique nesse documento oficial uma importante mudança na concepção de ensino de língua nas escolas brasileiras. Embora trazendo a data de 1997, esse texto na verdade revela o impacto produzido, na política educacional, por uma ampla discussão que já vinha sendo empreendida nas universidades brasileiras desde pelo menos vinte anos antes da publicação dos PCN.

Ao lado de outros aspectos igualmente importantes para a renovação do ensino de língua no Brasil, os PCN introduziram alguns conceitos até então pouco conhecidos na prática docente, conceitos provenientes de uma disciplina relativamente nova dentro dos estudos da linguagem, a Sociolinguística.

(In: Bagno, Marcos. Nada na língua é por acaso: por uma pedagogia da variação linguística. São Paulo: Parábola Editorial, 2007. p. 27-28).

Considere as seguintes afirmações acerca do período abaixo:

“Identificam-se geográfica e socialmente as pessoas pela forma como falam.”

I. Na 1ª oração, o sujeito é indeterminado, o que se comprova pelo emprego do índice de indeterminação do sujeito se.

II. Na palavra geográfica está implícito o mesmo sufixo presente na palavra socialmente.

III. O sujeito do verbo falar é indeterminado pelo contexto.

IV. A única palavra acentuada deve ser escrita sem acento em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico.

Está (estão) certo(s) o(s) item (itens):

 

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