O vocábulo “sangue”, de origem latina – sanguen –,
possui forte conotação emocional na cultura cristã. Associado
ao coração, o “sangue” está presente, com muita força, na
literatura, nas artes em geral e, é claro, nas ciências,
especificamente quando estudado biologicamente. Mas,
enquanto o coração simboliza o amor romântico, sonhador,
o sangue traduz emoções fortes, ardentes, arrebatadoras e
até violentas.
Em nossa cultura, muitas são as expressões com a
palavra “sangue”, denotando diversos significados, como,
por exemplo, “suar sangue”, com o sentido de trabalhar em
excesso; “subir o sangue à cabeça”, com o significado de ficar
enfurecido; “ter o sangue quente”, cuja acepção é a mesma
que “ter sangue nas veias”, denotando ser genioso e
irritadiço. Além de tantos sentidos, significa cultura,
existência, família e raça.
A história da humanidade está ligada ao significado de
sangue como vida desde seus primórdios.
Na Antiguidade, o sangue era concebido como fluido
vital que, além de vida, proporcionava juventude. Por isso, os
povos primitivos untavam-se, banhavam-se e bebiam o
sangue de jovens e corajosos guerreiros, esperando adquirir
suas qualidades. E hoje o sangue é transfundido como uma
das formas de preservar sua vida.
Rosane S. M. Pereima e outros. Doação de sangue: solidariedade orgânica versus solidariedade mecânica. In: Revista Brasileira de Enfermagem. Florianópolis: UFSC, 2009 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos do texto e das ideias nele expressas, julgue os itens subsequentes.