Texto XI, para responder às questão.
Entramos com cuidado no quintal de uma casa indicada por um morador com quem cruzamos em frente à quadra de futebol. Quatro mesas de plástico repousam na varanda, cobertas por toalhas com estampas variadas: uma tem cajus; outra, flores vermelhas; outra, flores azuis; a última, baleias. Os moradores daqui fazem refeições para turistas.
Então, bato palmas a ver se me escutam.
Marie-Ange não larga o sorriso.
Um
minuto
depois,
surge
um
senhor,
a
pele
mulata,
a
barba
e
o
cabelo
grisalhos.
Arrasta-se
até
a
entrada
da
varanda,
sem
pressa
nem
ansiedade,
imaginando
que
turistas
chegam
para
comer.
Não
sorri,
mas
também
não
franze
a
testa.
Tem
ar
de
quem
estava
descansando.
— Bom-dia.
Eu
o
reconheço
assim
que
nos
aproximamos:
é
Januário,
pai
de
Jéssica,
a
menina
que
vivia
a
correr
atrás
das
cabras
com
uma
escova
de
cabelo,
no
intuito
de
lhes
fazer
penteados.
Envelheceu,
é
a
primeira
coisa
que
me
vem
à
cabeça.
Como
não
podia
deixar
de
ser,
penso
em
seguida.
—
Bom-dia.
Ele
continua
a
me
fitar,
sem
demonstração
de
reconhecimento.
Volta
e
meia
chegam
turistas
com
a
indicação
de
seu
nome
para
um
prato-feito.
Dizem
que
seu
peixe
empanado
é
imbatível.
Tatiana Salem Levy. Dois rios. Rio de Janeiro: Record, 2011, p. 58.
Assinale
a
alternativa
correta
em
relação
ao
texto.